segunda-feira, 30 de julho de 2007

sábado, 28 de julho de 2007

NINGUÉM ESTUDOU?

"Ribeiro da Fonseca mete o dedo na ferida e não poupa nas palavras. Diz que o ministro das Obras Públicas só falou com ele uma vez, no final do dia anterior a anunciar um novo aeroporto, e mesmo assim sem grande utilidade. Com o conhecimento de quem está no sector há 16 anos, este gestor falou ao Diário Económico para explicar que o novo terminal, que é esta semana inaugurado, está mal feito e já precisa de obras, antes mesmo de estar em funcionamento. Sobre os estudos para determinar a localização do futuro aeroporto, o ex-presidente da Portugália explica que, por um lado, não há nenhum estudo sobre o alargamento da Portela e, por outro lado, ninguém sabe quanto custará realmente a Ota. Assim, o Montijo seria a solução ideal para complementar o aeroporto de Lisboa, desviando aviões charters, low cost e de carga. Com isto, conseguia-se absorver até 20% do tráfego da Portela, o que libertava espaço não só para adiar o investimento, mas também para pensar numa escolha mais consensual. Mas, para isso, tinha de se reservar já o espaço do campo de tiro de Alcochete. É preciso pensar a longo prazo. Sem pressas. "

Ler aqui, no Diário Económico.

domingo, 22 de julho de 2007

SÃO PAULO METE-SE NO DEBATE

Aeroportos dentro das cidades são seguros?, por Cátia Simões, no Diário Económico.

BOA!

Ota e TGV devem ser referendados, diz Paulo Morais, no Primeiro de Janeiro.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

GOVERNO PEDE DINHEIRO PARA A OTA!

O Governo vai pedir 4,1 mil milhões de euros a Bruxelas para ajudar a financiar os projectos de construção da linha de alta velocidade (TGV) e do novo aeroporto de Lisboa, cuja localização está prevista para a Ota. A candidatura vai ser apresentada até dia 20, ou seja, sexta-feira da próxima semana, revelou ontem em Estrasburgo o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino. Ainda o estudo não começou a ser feito já o Governo pede dinheiro à União Europeia para a Ota.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

A OTA NÃO PODE IR DE FÉRIAS

O LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) ainda não sabe se vale ou não a pena estudar o campo de tiro de Alcochete como hipótese para novo aeroporto internacional de Lisboa. Razão: já escreveu duas cartas ao Ministério da Defesa perguntando se o espaço está efectivamente disponível e ainda não recebeu resposta. O Governo julga que andamos distraídos.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

ESTUDAR O QUE CONVÉM

José Sócrates afirmou ontem que é inviável a manutenção do aeroporto da Portela, explicando que essa possibilidade já foi estudada pelo Governo. "No nosso ponto de vista é inviável, nós já estudámos isso", disse José Sócrates à margem da inauguração da nova Ponte da Lezíria, sobre o rio Tejo. Mas ainda há pouco tempo, do ponto de vista do Governo era impossível qualquer localização que não fosse a Ota. Ainda há pouco tempo a localização Alcochete era impossível porque lá é o deserto. Ainda há pouco tempo o Governo casmurro vergou e, apesar de ter negociado, admitiu que valia a pena estudar outra localização, que não apenas aquela que a Administração Pública portuguesa estudou nos últimos 30 anos. Em matéria de aeroportos, o que Sócrates diz não se escreve.

domingo, 8 de julho de 2007

O DESERTO FALA

A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) quer criar um movimento de pressão pela construção do aeroporto na margem sul, na zona do campo de tiro de Alcochete. No final de um debate público organizado pela associação, o presidente da LASA declarou que vai incentivar este movimento, contando com a participação do general Lemos Ferreira e do professor Paulino Ferreira, também presentes no debate. Carlos Silveira, presidente da LASA, confessa não ter sido possível “aprofundar melhor esta proposta” mas assume que a associação, perante um assunto de tal dimensão, não poderia sair de “mãos a abanar”. A LASA “quer participar na decisão e então surgiu esta ideia”, acrescenta o presidente.

Este movimento “pró-margem sul”, assim designado pelo presidente da LASA, pretende criar um documento que resuma todas as propostas, ideias e opiniões dos presentes no debate e que deverá ser apoiado pelas “principais instituições de Setúbal”, refere Carlos Silveira. A LASA pretende que se crie um amplo movimento à volta desta questão e espera que, em Novembro, seja possível fazer um balanço do movimento e sobre o que foi feito até à data. Nesse mês, os apoiantes deste movimento realizariam um segundo debate acerca da construção do aeroporto.

O general Lemos Ferreira afirma que a possibilidade de “construção do aeroporto na Ota ainda não desapareceu” e confessa não saber de onde surgiu esta ideia, pois não foram feitos quaisquer “estudos técnicos” que comprovassem ser o melhor local para a construção. Pois, segundo Lemos Ferreira, em 1969 a “localização no Rio Frio foi a mais indicada”, após uma análise cuidada, quer a norte, quer a sul do país.

José Manuel Palma, professor da Universidade de Lisboa, concorda com a construção do aeroporto na margem sul mas tem noção de que este “provocará inúmeros danos na população a nível do ruído”. Considerando que a localização do aeroporto não é uma questão simples, defende que este deve ficar afastado do corredor ecológico de entre Tejo e Sado, ou seja, mais para o interior, na região de Canha.

O professor Paulino Pereira defende a construção do novo aeroporto na margem sul e alerta para o facto de o “período de exploração” do aeroporto na Ota ser de 23 anos, o que implicaria que daqui a 40 a “localização do próximo aeroporto seja novamente colocada em causa”.


sábado, 7 de julho de 2007

CADÊ O MEU?!

«Não há como agora na história portuguesa uma campanha paga para destruir o conceito da Ota», afirmou Henrique Neto durante uma conferência organizada pela JS de Leiria que reunia apoiantes das duas localizações. Desde já declaro que este blogue não é patrocinado por nenhuma instituição. O que aqui se escreve e diz é de borla!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

ISTO VAI ACABAR MAL

Alenquer já exige compensações ao Governo pelos prejuízos causados pelas limitações decorrentes do projecto da Ota.

NÃO SERIA MAIS SÉRIO ESPERAR?

A Naer – Novo Aeroporto deverá anunciar no início de Julho o grupo económico que irá desenhar o chamado Plano Director de Referência (PDR) para a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota. Diz o Correio da Manhã. Não seria melhor esperar ou o Governo já sabe as conclusões do estudo que vai ser feito pelo LNEC?

PROFISSIONAIS DO TURISMO CONTRA A OTA

A maioria (57,2%) dos inquiridos no barómetro "Academia Aberta do Turismo" não concorda com a construção do aeroporto da Ota. A sondagem, feita pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) a profissionais ligados ao sector, revelou que apenas 22,4% são a favor do aeroporto da Ota, enquanto 18,4% ainda não têm opinião formada. Os participantes consideram que o Governo devia esclarecer a decisão da construção naquela localidade, uma posição defendida por 75,5%. Para 22,5%, o Executivo já prestou os esclarecimentos necessários.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

10 DE JULHO, NO PARLAMENTO

A comissão parlamentar de Obras Públicas recebe na próxima semana responsáveis pelo estudo encomendado pelo presidente da CIP sobre o novo aeroporto de Lisboa e o presidente do LNEC, instituição que irá fazer a analise comparativa entre Ota e Alcochete. Em declarações à Lusa, o presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o deputado social-democrata Miguel Relvas, adiantou que a primeira audição irá decorrer dia 10. Nesse dia serão recebidos pela comissão o ex-ministro do Ambiente Carlos Borrego, o antigo ministro das Finanças Hernâni Lopes e o professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, que irão "fazer uma apresentação do estudo encomendado pelo presidente da CIP", adiantou Miguel Relvas. No dia 11 de Julho, a comissão parlamentar receberá o presidente do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Ramos, que irá debater com os deputados a metodologia que será seguida no estudo comparativo que a instituição irá fazer entre a Ota e Alcochete. Estas audições tinham sido requeridas pelo grupo parlamentar do PSD há cerca de três semanas, depois do ministro das Obras Publicas, Mário Lino que anunciado que o Governo vai fazer estudos comparativos entre a Ota e Alcochete, para saber qual destes é o melhor local para construir o novo aeroporto de Lisboa. De acordo com um despacho do ministro das Obras Públicas, o estudo comparativo entre a Ota e Alcochete que será realizado pelo LNEC terá de estar concluído a 12 de Dezembro. O despacho refere que cabe ao LNEC "elaborar um estudo que proceda a uma análise comparada das alternativas de localização do novo aeroporto de Lisboa, na zona da Ota e na zona do Campo de Tiro de Alcochete". Esta análise será desenvolvida em duas fases: num primeiro momento, "o LNEC deverá proceder a uma avaliação da efectiva viabilidade da nova alternativa na zona do Campo de Tiro de Alcochete", enquanto que numa fase posterior, caso seja confirmada a viabilidade da nova alternativa, "o LNEC deve desenvolver uma avaliação comparada das duas localizações". Esta decisão surgiu depois do presidente da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller, ter entregue ao Presidente da República um estudo que apontava Alcochete como alternativa para a construção do novo aeroporto de Lisboa.
Fonte: Lusa

OTA É QUE NÃO

A Ota é a solução que menos preferências recolhe na sondagem da Marktest para o DN e a TSF, apenas nove por cento. Mais de um terço dos inquiridos preferia que o novo aeroporto internacional de Lisboa deveria passar pela construção de uma infra-estrutura de média dimensão que permitisse o funcionamento da Portela, a opção que vulgarmente se designa Portela+1.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

NEM O GOVERNO ACREDITA...

"A solução do aeroporto da Ota tinha sido longamente estudada e aprovada por vários governos anteriores, como o ministro não se cansa de repetir. Ainda há poucos meses o actual Executivo pensava poder usar esse investimento como um incentivo simbólico da nova fase de desenvolvimento. Além disso, a obra não é a mais cara das propostas em debate, muito abaixo dos custos do TGV, e está longe de ser o maior disparate do tipo, com tal honra duvidosa a caber aos estádios de futebol do Euro 2004. Como se transformou esta proposta simples no maior pesadelo político do Governo?A razão mais forte é a óbvia falta de convicção dos responsáveis. Se se perguntar por que razão se deve implantar o aeroporto na Ota, a resposta mais imediata é que os estudos técnicos assim o indicam. Ora em política só se invocam relatórios especializados quando faltam razões claras. O ministro é incapaz de apresentar um motivo simples, directo, compreensível para suportar tal decisão."
João César das Neves, no Diário de Notícias.