quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

ALCOCHETE!

ACTUALIDADE

Lisboa fervilha de política por causa da localização do novo aeroporto.

ALCOCHETE?

O Conselho de Ministros vai anunciar hoje a construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, preterindo a outra opção que estava em cima da mesa e que era a construção na Ota, a norte do Tejo, avança a SIC Notícias.
Diz o Público.

quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

ERA SÓ O QUE FALTAVA!

Aponte o estudo para a Ota, aponte para Alcochete, ele tem de ser público, para análise e discussão pelos cidadãos. Ou o Governo virou uma espécie de Comité Central?

domingo, 30 de Dezembro de 2007

2008

(Foto)

A todos os seus leitores e amigos o Ota Não deseja um Feliz Ano Novo.

sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

FELIZ NATAL!


É o que desejo a todos os leitores e amigos do Ota Não.

sábado, 8 de Dezembro de 2007

SERÁ?

Os estudos que o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) está a coordenar, com vista à localização do futuro aeroporto de Lisboa, são esmagadoramente favoráveis ao Campo de Tiro de Alcochete. Diz hoje O Sol.

AEROPORTO OU MONTANHA RUSSA?


“Neste momento a tendência que existe do ponto de vista de observação técnica que temos feito [sic] é de que esse aeroporto, tendencialmente, deve ficar na Margem Sul.” (Rádio Renascença, 7 de Dezembro de 2007);“Com o à-vontade de quem defendeu a OTA, defendo agora a solução Portela+1.” (Correio da Manhã, 14 de Junho de 2007);“A partir de hoje morreu a Portela. Longa vida à OTA. Para bem de Portugal.” (Correio da Manhã, 24 de Novembro de 2005)

quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

TODOS NÃO SOMOS DEMAIS

Mais um blogue contra a construção do aeroporto na Ota. O Xadoor II.

terça-feira, 13 de Novembro de 2007

LÁ SE VAI O PACTO DAS NEGOCIATAS...

Luís Filipe Menezes apelou ao Governo para que «fale verdade» sobre as decisões que já terá tomado relativamente ao futuro aeroporto de Lisboa. É também desejável que o PSD e o CDS peçam desculpa pelas decisões que tomaram no Governo sobre a Ota, designadamente solicitando subsídios em Bruxelas para o lançamento do projecto.

segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

À MODA DO PC

O presidente da CIP acusou hoje Mário Lino de ter accionado uma "campanha desesperada" para destruir o estudo que aponta Alcochete como melhor opção para o novo aeroporto. Em declarações à agência Lusa, Francisco van Zeller, afirmou ter "informações privadas" de que o ministro Mário Lino "quereria avançar já para a decisão da Ota e, por isso, destruir o estudo" patrocinado pela CIP, que contabiliza poupanças de 3.000 milhões de euros no projecto do novo aeroporto, caso a opção seja Alcochete. Segundo o presidente da CIP, "o ministro quer destruir este estudo, parte por parte, em manobras que passariam, inclusivamente, pela descredibilização de José Manuel Viegas", o professor do Instituto Superior Técnico que liderou a equipa responsável pelo documento. Francisco van Zeller garantiu que aquele especialista em Transportes está a preparar uma resposta, "ponto por ponto, em termos técnicos", à "campanha desesperada" que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações accionou contra o estudo patrocinado pela CIP. O presidente da confederação referia-se à "publicação programada" para três dias seguidos e em três jornais diferentes de notícias "dando conta de alegados erros" no capítulo das acessibilidades do estudo da CIP. Para van Zeller, o ministro quer "avançar já para a opção pela Ota, sem sequer esperar pelos estudos comparativos" com Alcochete, a cargo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e com data de conclusão prevista para 12 de Dezembro.
Fonte: Lusa

sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

3.000.000.000.000


segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

GASTAR O DINHEIRO DOS OUTROS É FÁCIL

"O eng. Fernando Pinto, presidente da TAP, declarou recentemente que a solução de manter o aeroporto da Portela e complementá-lo com um outro menor seria um erro. O responsável pela companhia quer ver resolvido rapidamente o problema da saturação aérea que já se verifica em Lisboa, mas a única solução que considera é a de um grande aeroporto novo, embora não se pronuncie quanto à localização.Evidentemente que tem razão. A sua análise está perfeitamente correcta e entra em conta com todos os factores. Todos menos um: o custo. Dado que não é ele nem a sua empresa quem paga a nova infra-estrutura, podem exigir com toda a calma o que mais lhes agradar. Depois o País trata da factura.No fundo o que o presidente da TAP diz é que prefere um aeroporto grande a dois médios, coisa que toda a gente entende. A única razão por que alguém sugeriu esta segunda hipótese, evidentemente pior, é porque já temos um aeroporto médio em excelentes condições, onde aliás acabaram de se fazer obras substanciais e dispendiosas. Dado esse facto irredutível, fica muito mais barato construir um outro pequeno aeroporto de apoio que demolir o que temos e fazer de raiz um maior. Isto também toda a gente entende. É precisamente a mesma razão por que tanta gente compra carros pequenos em segunda mão quando seria muito melhor andar de Ferrari novo.Como é caro e o País não é rico, parece razoável resolver temporariamente a saturação da Portela desviando tráfego para um local alternativo. Esse, se for bem escolhido, pode um dia crescer e substituir o actual em maiores dimensões. Mas dando tempo para ir juntando dinheiro. Claro que isso cria problemas temporários à TAP e aos passageiros. Mas quem não é rico vive como pode.A TAP foi ao longo das últimas décadas um dos brinquedos mais caros do País. As Finanças iam avançando para tapar os prejuízos que se sucediam, como as dívidas de um miúdo birrento que gasta mais que a mesada. Havendo vários buracos públicos tão ou mais custosos, a coisa ficava disfarçada. Mas não deixava de ser vergonhoso o que a empresa ia exigindo ao Orçamento do Estado para pagar incompetências e requintes com os impostos dos pobres.Agora, que finalmente parece ter melhorado a gestão, conseguindo bastar-se a si mesma e começando até a ter lucros, surge a exigência de um novo aeroporto. E não pode ser coisa modesta, um complemento, uma ajuda. Tem de ser grande e novinho. Como o filho exigente que, quando consegue arranjar emprego, pede casa nova ao pai.Se a empresa tivesse de suportar os custos pagando mais nessas instalações, se os ordenados da administração fossem ajustados por causa da despesa, certamente pensariam duas vezes na exigência. Mas esse peso fica todo do nosso lado. Entretanto a TAP é livre de sonhar com fazer de Lisboa um hub internacional, o que lhe daria tanto prestígio e influência. Desde que nós entremos com os vários milhares de milhões de euros que esse sonho custará.É normal que a TAP pense assim, como as construtoras que o vão edificar e as câmaras que dele beneficiam. Estão a fazer o seu papel. O pior é não existir ninguém para defender o ponto de vista dos contribuintes. Os ministros, que dizem representar o interesse nacional, ficam extasiados com a grandeza do projecto, maravilhados com a oportunidade histórica e intimidados com a pressão dos interesses. Gastar dinheiro a mais não fica mal, mas optar pela solução modesta geraria terrível contestação.Por isso parece quase inevitável que venha a enveredar-se pela solução mais luxuosa, mais grandiosa, mais cara. Afinal a escolha modesta não interessa a ninguém. A não ser a quem paga. E esses são milhões de pessoas, não percebem nada de aeroportos nem sabem o que afinal acontece ao dinheiro que lhes custa tanto a pagar em impostos.Tudo somado, este problema até é menor. Embora mais caro, um aeroporto grande sempre é melhor que dois médios. Afinal, quando se vive no País que construiu dez estádios de futebol para um campeonato, um disparate destes até nem parece grave."
João César da Neves, no Diário de Notícias.

domingo, 2 de Setembro de 2007

AMORES SOCIALISTAS

"A localização do novo aeroporto em Alcochete foi uma hipótese estudada em 1972, no primeiro estudo do Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, que avaliou cinco localizações a Sul do Tejo e apontou Rio Frio como a melhor solução. O Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa, o primeiro entregue ao Governo de então pelo Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, avaliou cinco localizações na margem esquerda do Tejo para a construção da nova infra-estrutura aeroportuária: Fonte da Telha, Porto Alto, Rio Frio, Montijo e Alcochete.
Paralelamente, e dada a «impossibilidade» de construção do novo aeroporto na margem norte do Tejo, o trabalho analisou também a hipótese Portela de Sacavém, «embora esta apresentasse, desde logo, graves inconvenientes resultantes de se encontrar praticamente dentro da cidade e não se vislumbrar qualquer hipótese de expansão».
A análise, baseada em condições operacionais, sociais e de custo, concluiu que Rio Frio era a «única (localização) em que era possível dispor de uma área que permitisse a instalação de um aeroporto de grandes dimensões, sem quaisquer restrições para ampliações futuras».
Sublinhando o facto de «não ser possível» a ampliação do aeroporto da Portela e a inexistência de «qualquer hipótese aceitável de localização do novo aeroporto na margem direita do Tejo», o estudo concluiu que Rio Frio é a localização que «melhor satisfaz os requisitos de localização do aeroporto de Lisboa».
O mesmo estudo sugeria que, «para efeitos do prosseguimento dos estudos relativos ao novo aeroporto de Lisboa, fosse aceite a tranferência oportuna do Campo de Tiro de Alcochete e a desactivação oportuna da base aérea do Montijo».
Quase 30 anos depois, em Julho 1999, um despacho do Ministério do Ambiente elimina a hipótese Rio Frio, e o conselho de ministros confirma a escolha da Ota para localização do novo aeroporto de Lisboa.
O relançamento do projecto foi feito pelo actual Governo mas, em Junho deste ano, depois da apresentação de um estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que apontava Alcochete, «uma área nunca antes estudada», como alternativa à Ota para a construção do novo aeroporto, o Governo mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) fazer um estudo comparativo entre estes dois locais, com o objectivo de saber qual é o melhor para construir a nova infra-estrutura.
O estudo deverá estar concluído a 12 de Dezembro deste ano, sendo que a decisão final sobre a localização do novo aeroporto será tomada em função dos resultados obtidos por este estudo."
Lusa

sábado, 1 de Setembro de 2007

DEVAGARINHO LÁ SE AVANÇA...

O Sol investigou quem são os proprietários dos terrenos da Ota. Alguns.

segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

DE JAMÉ A NÉPIAS

"Não tenho opinião sobre a Ota", disse o ministro iberista das obras públicas à última edição do Expresso. Pois eu tenho opinião sobre o ministro. Já não o devia ser. Ministro, é claro.

domingo, 26 de Agosto de 2007

AH, PRONTO!

Marques Mendes diz que o Governo já enterrou a Ota. Sendo assim, podemos estar descansados...

E SE HOUVER UM TERRAMOTA?

Se o distrito de Lisboa for afectado por um sismo de muita intensidade, a Ota vai ser a zona mais devastada. Uma das áreas previstas para o novo Aeroporto Internacional de Lisboa corre, assim, o risco de afundar-se. De acordo com Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST) e especialista em engenharia sísmica, diz que «um sismo com forte potencial destrutivo não pouparia nenhuma região de Lisboa». O especialista acrescentou que «são as condições do solo que amplificam ou diminuem os efeitos sísmicos». Em declarações ao «Diário de Notícias», Mário Lopes diz que os solos da zona da Ota são «atravessados por lodos, logo com um elevado risco de liquefacção». O professor do IST afirmou ainda que viabilizar o aeroporto no concelho de Alenquer implicaria a construção de cerca de 235 mil estacas de brita para solidificar os solos da Ota, sendo os encargos «demasiado elevados».

OH DAS CALDAS!

O processo de revisão do Plano Director Municipal das Caldas da Rainha deverá prever a construção do novo Aeroporto de Lisboa na zona da Ota. Ora aqui está uma medida inteligente. Não seria preferível esperar pela decisão final?

sábado, 25 de Agosto de 2007

NOVA SONDAGEM

Sondagem morta, sondagem posta. Começa hoje nova sondagem. A pergunta é: Acredita que o Governo pode mudar a localização do novo aeroporto? A pergunta justifica-se visto que há muito quem receie pela genuinidade das intenções do Governo ao aceitar reestudar a localização do novo aeroporto, deppois de ter feito tanto finca-pé na Ota. Têm os leitores a palavra.

AFUNDOTA

"Ota: futuro aeroporto corre o risco de afundar-seSe o distrito de Lisboa for afectado por um sismo com forte poder destrutivo, a Ota será a zona mais devastada e o futuro Aeroporto Internacional de Lisboa corre o sério risco de afundar-se. A garantia é dada por Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST) e especialista em engenharia sísmica, que, em declarações ao Diário de Notícias, mostra-se convencido de que, no caso de ocorrer um terramoto com intensidade idêntica ao de 1755, a região de Alenquer apontada como um dos locais para a construção de um novo aeroporto correrá o risco de se afundar. «Um sismo com forte potencial destrutivo não pouparia nenhuma região de Lisboa, mas são as condições do solo que amplificam ou diminuem os efeitos sísmicos», adverte o mesmo especialista. Sendo que, no caso da Ota, defende o especialista, os terrenos são «do pior»: «Estamos perante solos atravessados por lodos, logo com um elevado risco de liquefacção.» Esta é, aliás, uma das razões que, segundo Mário Lopes, irá encarecer a obra: «O conhecimento da geologia da Ota mostra que uma parte significativa da área de implantação do aeroporto é constituída por lodos sem capacidade de suporte de cargas.» Como tal, viabilizar o aeroporto no concelho de Alenquer implicaria a construção de cerca de 235 mil estacas de brita (pedra de pequenas dimensões) para solidificar os solos da Ota. No entanto, para o professor no IST, o risco sísmico não é o factor mais determinante na escolha do local para o novo aeroporto, já que, «do ponto de vista da engenharia, é sempre possível acautelar esse tipo de perigos e, em última análise, até se pode construir uma pista no oceano Atlântico ou na serra da Estrela.» A questão de fundo, esclarece o especialista, é saber que custos isso implicaria, sendo que, no caso da Ota, o engenheiro defende que os encargos são «demasiado elevados».

SONDAGEM

Termina hoje a sondagem lançada pelo Ota Não desde a sua criação. À pergunta sobre se o Governo esconde alguma coisa sobre a Ota, 206 votantes responderam desta forma: SIM, 92%, 190. NAO, 3%, 7. TALVEZ, 4%, 9.

REGRESSOTA

Depois de uma férias a Ota voltou a ser falada. Vamos a isso, então.

segunda-feira, 30 de Julho de 2007

A LER

O pecado original, por Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.

sábado, 28 de Julho de 2007

NINGUÉM ESTUDOU?

"Ribeiro da Fonseca mete o dedo na ferida e não poupa nas palavras. Diz que o ministro das Obras Públicas só falou com ele uma vez, no final do dia anterior a anunciar um novo aeroporto, e mesmo assim sem grande utilidade. Com o conhecimento de quem está no sector há 16 anos, este gestor falou ao Diário Económico para explicar que o novo terminal, que é esta semana inaugurado, está mal feito e já precisa de obras, antes mesmo de estar em funcionamento. Sobre os estudos para determinar a localização do futuro aeroporto, o ex-presidente da Portugália explica que, por um lado, não há nenhum estudo sobre o alargamento da Portela e, por outro lado, ninguém sabe quanto custará realmente a Ota. Assim, o Montijo seria a solução ideal para complementar o aeroporto de Lisboa, desviando aviões charters, low cost e de carga. Com isto, conseguia-se absorver até 20% do tráfego da Portela, o que libertava espaço não só para adiar o investimento, mas também para pensar numa escolha mais consensual. Mas, para isso, tinha de se reservar já o espaço do campo de tiro de Alcochete. É preciso pensar a longo prazo. Sem pressas. "

Ler aqui, no Diário Económico.

domingo, 22 de Julho de 2007

SÃO PAULO METE-SE NO DEBATE

Aeroportos dentro das cidades são seguros?, por Cátia Simões, no Diário Económico.

BOA!

Ota e TGV devem ser referendados, diz Paulo Morais, no Primeiro de Janeiro.

sexta-feira, 13 de Julho de 2007

GOVERNO PEDE DINHEIRO PARA A OTA!

O Governo vai pedir 4,1 mil milhões de euros a Bruxelas para ajudar a financiar os projectos de construção da linha de alta velocidade (TGV) e do novo aeroporto de Lisboa, cuja localização está prevista para a Ota. A candidatura vai ser apresentada até dia 20, ou seja, sexta-feira da próxima semana, revelou ontem em Estrasburgo o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino. Ainda o estudo não começou a ser feito já o Governo pede dinheiro à União Europeia para a Ota.

quinta-feira, 12 de Julho de 2007

A OTA NÃO PODE IR DE FÉRIAS

O LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) ainda não sabe se vale ou não a pena estudar o campo de tiro de Alcochete como hipótese para novo aeroporto internacional de Lisboa. Razão: já escreveu duas cartas ao Ministério da Defesa perguntando se o espaço está efectivamente disponível e ainda não recebeu resposta. O Governo julga que andamos distraídos.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

segunda-feira, 9 de Julho de 2007

ESTUDAR O QUE CONVÉM

José Sócrates afirmou ontem que é inviável a manutenção do aeroporto da Portela, explicando que essa possibilidade já foi estudada pelo Governo. "No nosso ponto de vista é inviável, nós já estudámos isso", disse José Sócrates à margem da inauguração da nova Ponte da Lezíria, sobre o rio Tejo. Mas ainda há pouco tempo, do ponto de vista do Governo era impossível qualquer localização que não fosse a Ota. Ainda há pouco tempo a localização Alcochete era impossível porque lá é o deserto. Ainda há pouco tempo o Governo casmurro vergou e, apesar de ter negociado, admitiu que valia a pena estudar outra localização, que não apenas aquela que a Administração Pública portuguesa estudou nos últimos 30 anos. Em matéria de aeroportos, o que Sócrates diz não se escreve.

domingo, 8 de Julho de 2007

O DESERTO FALA

A Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) quer criar um movimento de pressão pela construção do aeroporto na margem sul, na zona do campo de tiro de Alcochete. No final de um debate público organizado pela associação, o presidente da LASA declarou que vai incentivar este movimento, contando com a participação do general Lemos Ferreira e do professor Paulino Ferreira, também presentes no debate. Carlos Silveira, presidente da LASA, confessa não ter sido possível “aprofundar melhor esta proposta” mas assume que a associação, perante um assunto de tal dimensão, não poderia sair de “mãos a abanar”. A LASA “quer participar na decisão e então surgiu esta ideia”, acrescenta o presidente.

Este movimento “pró-margem sul”, assim designado pelo presidente da LASA, pretende criar um documento que resuma todas as propostas, ideias e opiniões dos presentes no debate e que deverá ser apoiado pelas “principais instituições de Setúbal”, refere Carlos Silveira. A LASA pretende que se crie um amplo movimento à volta desta questão e espera que, em Novembro, seja possível fazer um balanço do movimento e sobre o que foi feito até à data. Nesse mês, os apoiantes deste movimento realizariam um segundo debate acerca da construção do aeroporto.

O general Lemos Ferreira afirma que a possibilidade de “construção do aeroporto na Ota ainda não desapareceu” e confessa não saber de onde surgiu esta ideia, pois não foram feitos quaisquer “estudos técnicos” que comprovassem ser o melhor local para a construção. Pois, segundo Lemos Ferreira, em 1969 a “localização no Rio Frio foi a mais indicada”, após uma análise cuidada, quer a norte, quer a sul do país.

José Manuel Palma, professor da Universidade de Lisboa, concorda com a construção do aeroporto na margem sul mas tem noção de que este “provocará inúmeros danos na população a nível do ruído”. Considerando que a localização do aeroporto não é uma questão simples, defende que este deve ficar afastado do corredor ecológico de entre Tejo e Sado, ou seja, mais para o interior, na região de Canha.

O professor Paulino Pereira defende a construção do novo aeroporto na margem sul e alerta para o facto de o “período de exploração” do aeroporto na Ota ser de 23 anos, o que implicaria que daqui a 40 a “localização do próximo aeroporto seja novamente colocada em causa”.


sábado, 7 de Julho de 2007

CADÊ O MEU?!

«Não há como agora na história portuguesa uma campanha paga para destruir o conceito da Ota», afirmou Henrique Neto durante uma conferência organizada pela JS de Leiria que reunia apoiantes das duas localizações. Desde já declaro que este blogue não é patrocinado por nenhuma instituição. O que aqui se escreve e diz é de borla!

quinta-feira, 5 de Julho de 2007

ISTO VAI ACABAR MAL

Alenquer já exige compensações ao Governo pelos prejuízos causados pelas limitações decorrentes do projecto da Ota.

NÃO SERIA MAIS SÉRIO ESPERAR?

A Naer – Novo Aeroporto deverá anunciar no início de Julho o grupo económico que irá desenhar o chamado Plano Director de Referência (PDR) para a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota. Diz o Correio da Manhã. Não seria melhor esperar ou o Governo já sabe as conclusões do estudo que vai ser feito pelo LNEC?

PROFISSIONAIS DO TURISMO CONTRA A OTA

A maioria (57,2%) dos inquiridos no barómetro "Academia Aberta do Turismo" não concorda com a construção do aeroporto da Ota. A sondagem, feita pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) a profissionais ligados ao sector, revelou que apenas 22,4% são a favor do aeroporto da Ota, enquanto 18,4% ainda não têm opinião formada. Os participantes consideram que o Governo devia esclarecer a decisão da construção naquela localidade, uma posição defendida por 75,5%. Para 22,5%, o Executivo já prestou os esclarecimentos necessários.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

segunda-feira, 2 de Julho de 2007

10 DE JULHO, NO PARLAMENTO

A comissão parlamentar de Obras Públicas recebe na próxima semana responsáveis pelo estudo encomendado pelo presidente da CIP sobre o novo aeroporto de Lisboa e o presidente do LNEC, instituição que irá fazer a analise comparativa entre Ota e Alcochete. Em declarações à Lusa, o presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o deputado social-democrata Miguel Relvas, adiantou que a primeira audição irá decorrer dia 10. Nesse dia serão recebidos pela comissão o ex-ministro do Ambiente Carlos Borrego, o antigo ministro das Finanças Hernâni Lopes e o professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, que irão "fazer uma apresentação do estudo encomendado pelo presidente da CIP", adiantou Miguel Relvas. No dia 11 de Julho, a comissão parlamentar receberá o presidente do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Ramos, que irá debater com os deputados a metodologia que será seguida no estudo comparativo que a instituição irá fazer entre a Ota e Alcochete. Estas audições tinham sido requeridas pelo grupo parlamentar do PSD há cerca de três semanas, depois do ministro das Obras Publicas, Mário Lino que anunciado que o Governo vai fazer estudos comparativos entre a Ota e Alcochete, para saber qual destes é o melhor local para construir o novo aeroporto de Lisboa. De acordo com um despacho do ministro das Obras Públicas, o estudo comparativo entre a Ota e Alcochete que será realizado pelo LNEC terá de estar concluído a 12 de Dezembro. O despacho refere que cabe ao LNEC "elaborar um estudo que proceda a uma análise comparada das alternativas de localização do novo aeroporto de Lisboa, na zona da Ota e na zona do Campo de Tiro de Alcochete". Esta análise será desenvolvida em duas fases: num primeiro momento, "o LNEC deverá proceder a uma avaliação da efectiva viabilidade da nova alternativa na zona do Campo de Tiro de Alcochete", enquanto que numa fase posterior, caso seja confirmada a viabilidade da nova alternativa, "o LNEC deve desenvolver uma avaliação comparada das duas localizações". Esta decisão surgiu depois do presidente da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller, ter entregue ao Presidente da República um estudo que apontava Alcochete como alternativa para a construção do novo aeroporto de Lisboa.
Fonte: Lusa

OTA É QUE NÃO

A Ota é a solução que menos preferências recolhe na sondagem da Marktest para o DN e a TSF, apenas nove por cento. Mais de um terço dos inquiridos preferia que o novo aeroporto internacional de Lisboa deveria passar pela construção de uma infra-estrutura de média dimensão que permitisse o funcionamento da Portela, a opção que vulgarmente se designa Portela+1.
Ler aqui, no Diário de Notícias.

NEM O GOVERNO ACREDITA...

"A solução do aeroporto da Ota tinha sido longamente estudada e aprovada por vários governos anteriores, como o ministro não se cansa de repetir. Ainda há poucos meses o actual Executivo pensava poder usar esse investimento como um incentivo simbólico da nova fase de desenvolvimento. Além disso, a obra não é a mais cara das propostas em debate, muito abaixo dos custos do TGV, e está longe de ser o maior disparate do tipo, com tal honra duvidosa a caber aos estádios de futebol do Euro 2004. Como se transformou esta proposta simples no maior pesadelo político do Governo?A razão mais forte é a óbvia falta de convicção dos responsáveis. Se se perguntar por que razão se deve implantar o aeroporto na Ota, a resposta mais imediata é que os estudos técnicos assim o indicam. Ora em política só se invocam relatórios especializados quando faltam razões claras. O ministro é incapaz de apresentar um motivo simples, directo, compreensível para suportar tal decisão."
João César das Neves, no Diário de Notícias.

sábado, 30 de Junho de 2007

SÓ O GOVERNO NÃO VÊ O ÓBVIO

Segundo a edição de hoje do Expresso, a larga maioria dos lisboetas (59%) defende a manutenção do aeroporto da Portela. Dos 30,7% que aceitam a sua extinção, 57,4% defendem a margem sul como a melhor localização para a futura estrutura aeroportuária.

quinta-feira, 28 de Junho de 2007

A ANA QUER FALAR

O presidente do conselho de administração da ANA, Guilhermino Rodrigues, escreveu ao presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Miguel Relvas, oferecendo-se para ser ouvido nesta sede, em resposta a declarações feitas por Paulino Pereira sobre "interesses escondidos" na decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa na Ota. De acordo com Miguel Relvas, Guilhermino Rodrigues não gostou de ouvir o professor do Instituto Superior Técnico insinuar, no colóquio realizado no Parlamento sobre o tema, poder haver ligações entre aquela decisão do Governo e um eventual financiamento de partidos políticos, e disponibilizou-se para prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Ler aqui, no Público.

terça-feira, 26 de Junho de 2007

AEROPORTOS EM BARDA

Portela, mais um, mais dois, mais três, é o que se quiser. O que faz falta é gastar a malta.

segunda-feira, 25 de Junho de 2007

FÉRIAS?

Parece que o problema da Ota meteu férias. À espera do estudo do LNEC negociado entre o Governo e a CIP. À espera que o pessoal amoleça pelo cansaço. À espera que a Presidência do Conselho da União Europeia distraia a imprensa. À espera que os portugueses se entusiasmem com as férias, primeiro e com o regresso do futebol, depois. À espera que os portugueses, quiçá, emigrem todos e eles fiquem com a Ota só para eles...
Pura ilusão. Há que continuar o trabalho de denúncia do que está por detrás da opção Ota, de denúncia da hipocrisia daqueles que nos Governos por onde passaram disseram Ota e agora fingem ter nascido há bocadinho para o problema, como se não tivessem tomado decisões a favor da Ota, de denúncia do erro da Ota e de debate sobre a melhor opção para o país. Porque uma certeza já há: a Ota é a pior opção para o país. Já ganhámos isso e não é pouco.

domingo, 24 de Junho de 2007

NOTÍCIA COM ALGUNS ANOS DE ATRASO?

Contactada pela SIC, a CIP desmente categoricamente quaisquer garantidas dadas por Cavaco Silva em relação à eventual localização do novo aeroporto em Alcochete. Ler aqui.

QUE É FEITO DO ESTADO?

O empresário Joe Berardo disse este sábado estar disponível para financiar o estudo sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa promovido pela Associação Comercial do Porto (ACP), em entrevista à rádio Antena 1. Ler aqui, no Diário Digital.

sábado, 23 de Junho de 2007

A LER

Portela+1, por João Miranda, no Diário de Notícias.

quinta-feira, 21 de Junho de 2007

MIGUEL CADILHE TAMBÉM DISCORDA DA OTA

"O ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe defendeu hoje que a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota é o projecto «mais caro e menos recomendável» para o país, neste momento, e que a alternativa Portela+1 deve ser estudada."
Ler aqui, no Diário Digital.

MIGUEL CADILHE TAMBÉ

"O ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe defendeu hoje que a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota é o projecto «mais caro e menos recomendável» para o país, neste momento, e que a alternativa Portela+1 deve ser estudada. "

Ler aqui, no Diário Digital.

VALDEMAR COUTINHO DESASSOMBRADO


"O presidente da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) está contra a construção de um novo aeroporto e contra o TGV.Valdemar Coutinho, que tinha acabado de tomar posse para iniciar o quarto mandato, da presidência da direcção da AIDA, disse esta quarta-feira que o aerorto da Portela podia ter lasrgos anos de vida. Além disso, defende a libertação do eroporto Figo Maduro do uso militar.No caso do TGV,m está contra as várias ligações em estudio, como a de Aveiro a Salamanca mas concorda com a ligação de Lisboa à linha espanhola. Caso contrário «tem de haver um lobbie altamente interessado…»."


Ler aqui, no On Line News

ESPECIALISTA DO MIT DIZ QUE OTA É UM RISCO

"O projecto do aeroporto da Ota é apontado como um "risco considerável" para os potenciais investidores privados, numa análise sobre o futuro do sector e a sua relação com as companhias de baixo custo (low cost) realizada em Março deste ano por um docente e investigador do MIT (Massachussets Institute of Technology), Richard de Neufville, para um jornal da especialidade. "As receitas futuras de um investimento num grande aeroporto são imprevisíveis", alerta o especialista, que indica ainda que "o potencial para aeroportos secundários sub-utilizados em Portugal pode ter um crescimento interessante", devido às necessidades das "low cost".Num artigo científico sobre a mudança de paradigma dos sistemas aeroportuários, divulgado pelo blogue norteamos.blogspot.com, o responsável do MIT chama a atenção para a "incerteza considerável" quanto ao futuro do tráfego aéreo de passageiros em Portugal e recomenda que a estratégia de desenvolvimento do futuro aeroporto inclua duas medidas. "
Ler aqui, no Público.

quarta-feira, 20 de Junho de 2007

MAIS BLOGUES SOBRE A OTA

"Desde segunda-feira que “um aeroporto sem batota” ocupa um lugar de destaque nos ‘blogs’ da ‘homepage’ do Sapo, um espaço dedicado à discussão do novo aeroporto da Ota.Rita Saldanha da GamaA ideia partiu do comandante João Moutinho, piloto da Tap e director técnico da Federação Europeia de Pilotos que, com este ‘blog’, quis abrir o diálogo a um maior número possível de pessoas. “A ideia era conseguir arranjar uma plataforma em que as pessoas que tivessem um discurso mais suportado e sustentável o pudessem expor sem atender a facções”, explica João Moutinho. “Dar à comunidade a oportunidade de confrontarem argumentos técnicos, não só de pilotagem ou de controlo aéreo".
Rita Saldanha da Gama, no Diário Económico.

COMO DESCALÇAR A B OTA?

"A Ota é a síndrome da fragilidade intrínseca de um Governo incapaz de sintonizar os tempos da reflexão e da decisão, como se um e outro fossem contraditórios e inconciliáveis. É por isso que o Governo se expõe agora a uma guerrilha de lóbis autárquicos, regionalistas e outros – pró-Ota ou anti-Ota –, que teria sido evitada com uma metodologia menos precipitada na abordagem da questão. E é por isso, também, que se mostra mais vulnerável a uma tutela paternalista do Presidente da República. Aliás, não faltam casos – desde os centros de saúde às escolas, passando pelos consulados – para favorecer essa vulnerabilidade."

BEM REPARADO

"Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, já decidiu avançar com um estudo da Portela + 1. É uma iniciativa de louvar. Mas ainda mais espantoso é a excepção que começa a ser a regra. Não é o Governo que faz os estudos necessários para defender o interesse público. Têm de ser os cidadãos, as associações empresariais a assumir os custos e a defesa do interesse geral. É escandaloso o ponto a que chegou a irresponsabilidade política do Governo, da nova maioria e desta espécie de Democracia cada vez mais formal."
Rui Costa Pinto, no Mais Actual.
Na verdade para quê uma administração pública? Para quê tanto adjunto, assessor, técnico, avençado, colaborador, parcerista? Para quê, se ainda são os particulares que têm de meter mãos à obra e fazer aquilo que a administração pública devia fazer? Ou será que o segredo está em que a administração pública às vezes não é tão pública como isso?...

terça-feira, 19 de Junho de 2007

AINDA ALGUÉM LIGA AO QUE ESTE HOMEM DIZ?

O ministro das Obras Públicas e Transportes afirma que a opção 'Portela+1' «não é uma solução viável» nem do ponto de vista operacional nem do ponto de vista económico financeiro. Portela+1, jamé!, jamé!.

ASSIM É QUE É

O presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, aproveitou ontem a brecha aberta pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para anunciar que já encetou contactos, junto da universidade e de empresas da região, para pôr em marcha um estudo alternativo à Ota e a Alcochete do novo aeroporto de Lisboa, que passa pela solução Portela+1.
Ler aqui, no Público.

segunda-feira, 18 de Junho de 2007

CAPAZES DE TUDO

Durante meses a fio, dizem eles que três, a CIP e o Governo anadaram a combinar um estudo novo sobre o aeroporto. Justamente durante esse tempo, o Governo andou a dizer que era na Ota, era na Ota, era na Ota e só podia ser na Ota. Pessoas que durante tanto tempo fazem jogo duplo com as instituições (lembro-me perfeitamente do que Sócrates disse nos debates mensai na Assembleia da República!) e com o país, e agora tão sem problema dizem o que dizem, são capazes de tudo.

domingo, 17 de Junho de 2007

A LER

Curiosidade sistémica, no Tomar Partido, a propósito do Otagate.

HAVERÁ UM?

A LER TAMBÉM

O Medo, no Tomar Partido.

A LER E A RELER

Juntar, por João Miranda, no Blasfémias.

ESTUDO ENTORNADO?

Começam a conhecer-se os bastidores do estudo da CIP. Temos estudo entornado como o caldo?

MEMÓRIA

"Por incrível que pareça, a hipótese do campo de tiro de Alcochete esteve sobre a mesa há cerca de 40 anos.", António Neto da Silva, no Diário Económico.

3 MIL MILHÕES

De euros. É quanto custa a menos o aeroporto em Alcochete do que custaria na Ota, segundo o estudop da CIP. Quando se poupa, alguém perde. Terá o Governo força para resistir à força dos que vão perder na poupança?

sábado, 16 de Junho de 2007

OTA É QUE NÃO!

Treze associações ambientalistas reiteraram hoje em Alenquer a sua oposição à escolha da Ota para o futuro aeroporto de Lisboa e defenderam que Alcochete é «mais um coelho tirado da cartola» que carece de estudos. Ler aqui, no Sol.

AINDA A LER

Esta entrada no Der Terrorist sobre o comentário iluminado e iluminante de Maria da Luz Rosinha, Presidente da Camara Municipal de vila Franca de Xira sobre o estudo da CIP.

A LER

Entrevista de Margarida Marante a Francisco Vanzeller, sobre o estudo do aeroporto, no Sol.

CONFEDERAÇÃO DO TURISMO DEFENDE PORTELA

Mais uma voz credível contra o desperdício.

LEMBRAM-SE DE CAMPOS E CUNHA?

Saiu do Governo por causa dos grandes investimentos previstos pelo Governo. será que Sócrates ainda lhe vai pedir para voltar? A solução que defende é bem mais sensata que a solução gastadora do ministro iberista e do Primeiro-Ministro.

sexta-feira, 15 de Junho de 2007

ASSIM SE DESGOVERNA

No Tomar Partido.

quinta-feira, 14 de Junho de 2007

MÁRIO LINO JÁ NÃO ESTÁ SÓZINHO?!

"António Costa saiu-se com esta preciosidade, citada de memória: "se o aeroporto em Lisboa é tão bom, por que razão ninguém propôs que o mesmo fosse construído no Parque das Nações?"Hesito... Apetece tanto gozar com tamanho disparate, com semelhante tolice, com argumento tão estúpido… Mas talvez o post ganhe força se eu ceder à tentação e o deixar por aqui."
Vasco Lobo Xavier, no Mar Salgado

MAIS UMA VERDADE

"Ficou-se a saber que a Ota era a única hipótese porque o Governo não tinha considerado a viabilidade das outras hipóteses".

Constança Cunha e Sá, PÚBLICO, 14-6-2007

ABAIXO ASSINADO

"Um Aeroporto Internacional de Lisboa para todo o século 21
Nos últimos tempos, tem sido discutida, com bastante vivacidade, a questão do Novo Aeroporto Internacional para Lisboa (NAL), tendo vindo a público várias tomadas de posição do âmbito político, técnico e empresarial e também da própria sociedade civil.Verifica-se que os técnicos tomaram, em esmagadora maioria, uma posição muito reservada, relativamente à opção de localizar o Aeroporto Internacional de Lisboa, na Ota. As questões levantadas prendem-se com as condicionantes que se verificam, ao nível da construção e da operação, nomeadamente, em termos aeronáuticos.Por outro lado, os sectores regionais e as forças vivas em cada região, têm vindo a assumir posições de defesa de localização do aeroporto, apenas baseadas em interesses e critérios regionais.Verifica-se também que, em todos os partidos, têm havido muitos que vêm pondo em causa a opção da Ota, questionando a razão de se ter escolhido aquela localização.Considerando:Que todos os estudos comparativos, realizados antes da última tomada de decisão, em Novembro de 2005, indicavam que as alternativas de localização do Novo Aeroporto de Lisboa, na Península de Setúbal, (nomeadamente na zona entre Rio Frio e Poceirão) eram mais favoráveis do que na Ota, para a esmagadora maioria dos parâmetros (em termos aeronáuticos, de construção civil, de ordenamento do território, de interligação com outros meios de transporte, de custos, de possibilidade de faseamento, e de expansão, etc.);Que os estudos de impacte ambiental, para comparação das duas soluções, foram realizados a um nível preliminar, e numa primeira abordagem punham em causa a opção de construção de qualquer Novo Aeroporto. Por outro lado, os estudos elaborados foram considerados demasiado preliminares para poderem ser conclusivos;Que o aeroporto internacional de Lisboa na Ota tem problemas de construção, porque vai ocupar uma zona muito sensível sob o ponto de vista geotécnico, hidráulico, agrícola, ecológico, e ambiental;Que o aeroporto internacional de Lisboa na Ota será muito caro e terá de ser feito de uma só vez;Que o aeroporto internacional de Lisboa na Ota não tem capacidade de expansão após a sua saturação, prevista para 2040 (a sua construção estará concluída em 2017, pelo que teria apenas 23 anos de amortização);Que se estima que as taxas de aeroporto serão muito elevadas;Que as questões ambientais que justificaram o parecer negativo ao aeroporto na Península de Setúbal só se têm aplicado ao caso do aeroporto, não se compreendendo porque é que neste caso a questão ambiental tenha mais importância do que para outros investimentos efectuados na zona;Que é preciso construir um novo aeroporto quando a Ota saturar e nessa ocasião haverá impactes mais gravosos: mais um aeroporto em operação na zona da Mega-Lisboa; escolha de um local para o novo aeroporto que em princípio terá de ser entre Rio Frio e o Poceirão, ou então no meio da planície alentejana;PropostaOs abaixo assinados vêm:· pôr à consideração dos órgãos de soberania (Presidente da República, Assembleia da República e Governo da República) as suas preocupações sobre a localização do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, na Ota;· solicitar que sejam realizados estudos que permitam definir qual a melhor localização de uma infraestrutura aeroportuária para a zona de Lisboaque melhor sirva Portugal e os Portugueses, a curto, médio e longo prazo;que melhor sirva Lisboa e a sua mancha de crescimento (Mega Lisboa), e que tenha em conta um desenvolvimento francamente elevado, mas também harmonioso e sustentável do território em volta da capital;que seja muito favorável sob o ponto de vista aeronáutico;que seja a que conduz à construção mais barata e mais rápida;que seja aquela que possa ser feita por fases e que tenha a possibilidade de ser evolutiva, evitando um investimento inicial muito elevado;que tenha capacidade de expansão para todo o século 21;que esteja bem integrada nos vários sistemas de transporte existentes e a criar e nas bases logísticas e a criar;que permita o crescimento de uma interface intermodal com os outros modos de transporte rodoviário, ferroviário (rede normal e rede de alta velocidade), portuário e logístico;que considere a questão ambiental, com coerência e bom-senso, evitando tomadas de posição fundamentalistas e potencialmente comprometedoras do desenvolvimento económico do país.

Professores do Instituto Superior Técnico
[Seguem-se as assinaturas de 114 Professores do Instituto Superior Técnico]

quarta-feira, 13 de Junho de 2007

ENTRETANTO, A OTA AVANÇA

"O Governo vai avançar em Bruxelas com a candidatura do novo aeroporto da Ota até 20 de Julho, a data limite para apresentar os projectos para financiamento da União Europeia no âmbito da rubrica orçamental "Redes Transeuropeias", disse ao DN fonte do gabinete do ministro Mário Lino. Lê-se na edição de hoje do Diário de Notícias e não se acredita!

OUTRO DESCONFIADO...

Provérbio, por Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.

O LOGRO

Ota(rios), por Rui Castro, nos Incontinentes Verbais.

MAIS GATOS ESCONDIDOS

"O tom de alívio desta curiosíssima adenda de Vital Moreira só vem reforçar a ideia de que a manobra de diversão do governo no que diz respeito à Ota tem como único objectivo enganar os lisboetas e atenuar a pressão da opinião pública em geral, que se vinha mostrando cada vez mais contrária ao elefante branco da Ota face ao acumular de evidências de que se trata de uma opção verdadeiramente desastrosa."
André Azevedo Alves, em O Insurgente

SERÁ?

Andam a gozar com o dinheiro dos contribuintes, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual.

terça-feira, 12 de Junho de 2007

E ESTA?!

A Comissão Europeia não toma partido (também era o que mais faltava!), mas diz que se o aeroporto fôr construído no deserto há mais dinheiro do FEDER.

ATRAPALHAÇÃO

"Há mais de 40 anos que se fala de um novo aeroporto, sempre se apontou para a Ota, todos os estudos diziam Ota. Temos algum receio que venham mais estudos daqui por seis meses ou um ano que venham atrapalhar", disse o Presidente da Associação de Municípios do Oeste, que hoje foi recebido pelo ministro iberista. O inspirado e atrapalhado autarca exigiu também conhecer os técnicos que elaboraram o estudo da CIP. Eu também gostava de saber quem são os proprietários dos terrenos confinantes com a localização do aeroporto na Ota, de preferencia sem recurso aos testas de ferro. E as Camaras Municipais, a quem o ministro iberista disse incumbir essa divulgação, nunca o fizeram. E também gostava de saber que interesses ficam atrapalhados por se estudar outra localização que não a Ota.
(publicado no Tomar Partido)

VOX POPULI

Conversa entre dois lusitanos de estirpe, à mesa de um restaurante de classe média, numa cidadezinha do interior desesquecido e desostracizado:
- Eh pá então os gajos agora querem Alcochete?
- Parece que sim.
- Eu não acredito!
- Porquê?!
- Já muito gajo importante de mais a gastou dinheiro demais em terrenos na Ota para serem agora comidos.
- Eh pá, mas não te esqueças que o Sócrates tem de compensar o gajo dos supermercados por causa da PT...
- Tá bem, então o Sócrates tá quilhado.
- Vire-se para onde se virar.

segunda-feira, 11 de Junho de 2007

A LER

Ota: um caso de polícia, por Rui Costa Pinto, nas Crónicas Modernas.
O aeroporto de Lisboa, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA?

Álvaro Pedro, o socialista acumulador de mandatos na Camara Municipal de Alenquer, afirmou hoje que o Governo e a NAER querem cada vez mais velocidade nos estudos que faltam sobre a construção dos acessos para iniciar a construção do aeroporto da Ota. Das três uma: ou o autarca não sabe das últimas notícias, ou o autarca está desfasado da actualidade ou o Governo está a armar um embuste com o anúncio de que vai mandar estudar nova localização. É muito importante que fique claro que o anúncio de hoje é SÉRIO, ou seja, que o novo estudo sobre Alcochete não faz parte de uma encenação para entreter Cavaco Silva, para entreter o país, retirando a Ota da agenda política e que as suas conclusões são para levar a sério. É que se não fôr assim é caso para demissão do Governo por fraude política barata.

NÃO 1, NÃO 2, NÃO 3, NÃO 4, NÃO 5, MAS 6, SEIS!

O estudo hoje apresentado pela Confederação da Indústria Portuguesa sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa apresenta seis localizações possíveis junto a Alcochete, algumas das quais com ocupação significativa do Campo de Tiro.

LOW COST: OTA EM CHEQUE

Badajoz vai fazer low cost.
"El plan de expansión de la aerolínea de bajo coste Ryanair incluye Badajoz. La compañía considera que la región cumple todos los requisitos y confirma los contactos con la Junta. La Consejería de Infraestructuras admite que hay conversaciones con esta y con otras compañías."

PRIMEIRA VITÓRIA: GOVERNO ADIA E ESTUDA!

O Governo adiou por seis meses a abertura do concurso do futuro Aeroporto Internacional de Lisboa na Ota, prevista para Outubro, para estudar a viabilidade de uma localização alternativa, o Campo de Tiro de Alcochete, que ganhou força nos últimos dias. O anúncio foi feito esta manhã pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, na Assembleia da República, onde decorre durante todo o dia um colóquio sobre o futuro aeroporto.Segundo o ministro, o Governo mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil para proceder, nos próximos seis meses, a uma análise técnica comparativa entre a Ota e Alcochete para localização do novo aeroporto de Lisboa."O Governo que ficar de consciência tranquila de tudo ter feito para garantir a melhor decisão", justificou Mário Lino.Esta decisão é tomada na sequência da apresentação de um estudo promovido pela Confederação da Indústria Portuguesa que dá os 7500 hectares do Campo de Tiro de Alcochete como a melhor opção para a instalação da infra-estrutura aeroportuária. O estudo será entregue esta manhã em mãos pelo presidente da CIP, Francisco Van Zeller, ao Presidente da República, Cavaco Silva.
Fonte: Público

domingo, 10 de Junho de 2007

É JÁ AMANHÃ

O debate na Assembleia da República.

LINO NÃO PEDE DESCULPAS

O ministro dos Transportes e Obras Públicas, Mário Lino, voltou hoje a recusar a apresentação de um pedido de desculpas à população do distrito de Setúbal por se ter referido à margem sul como "um deserto". "Já expliquei o que tinha a explicar sobre essa matéria. O meu Ministério tem em desenvolvimento muitos projectos nesta área, na Península de Setúbal, e tenho um grande respeito e consideração por todas as pessoas deste distrito, como de todo o país", disse Mário Lino, que falava aos jornalistas no final das comemorações do 10 de Junho, em Setúbal. "Compreendo a indignação das pessoas que ouviram essas palavras fora de contexto. Se pudesse voltar atrás e soubesse que essas palavras iam ser aproveitadas fora de contexto, não as tinhas pronunciado". O ministro reafirmou, no entanto, que não vê razões para apresentar um pedido de desculpas formal à população do distrito de Setúbal. "Uma pessoa pede desculpa quando tem o sentimento de ter qualquer culpa. Eu não tive intenção de insultar, nem de magoar, nem de minimizar ninguém".
Fonte: Público

terça-feira, 5 de Junho de 2007

DESAFIO A NEGRÃO

O candidato do Partido da Nova Democracia à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Monteiro, desafiou hoje o social-democrata Fernando Negrão a ser o primeiro subscritor da petição que está a promover para referendar o aeroporto da Ota, noticia a Lusa. Esta posição de Monteiro foi transmitida a Fernando Negrão em resposta à carta enviada pelo candidato do PSD a Lisboa, no final de Maio, a todos os seus adversários nas eleições intercalares a propor um «pacto» para a manutenção do aeroporto da Portela na capital. «Venho aceitar o seu repto e, simultaneamente, sugerir-lhe, em nome de uma maior eficácia deste pacto ora proposto, que seja o primeiro subscritor da petição referendária a dirigir à Assembleia República, já por mim subscrita em segundo lugar», sugeriu, na carta a que a Lusa teve acesso. Por outro lado, Monteiro desafiou Negrão a promover a recolha de assinaturas com vista à realização da consulta popular. Para que a Assembleia da República discuta a realização de um referendo de iniciativa popular são necessárias 75 mil assinaturas. «De facto, entendo que esta será a única hipótese de levar a que possa ser reequacionada a manutenção do aeroporto na Portela», defende Monteiro. O líder da Nova Democracia lembrou que a 21 de Março escreveu ao líder do PSD, Marques Mendes, propondo-lhe uma acção conjunta na recolha de assinaturas para um referendo sobre o tema. «Infelizmente, até hoje, não obtive qualquer resposta do líder do seu partido», lamenta Manuel Monteiro.

O DEBATE DA OTA

COLÓQUIO
O NOVO AEROPORTO INTERNACIONAL DE LISBOA
Assembleia da República
11 de Junho / 9h30 às 18h00
Sala do Senado


PROGRAMA
09h00 - Recepção
09h30 - Início do Colóquio
Presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (COPTC), Deputado Miguel Relvas
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino
10h15 às 13h00 – 1.º Painel “O novo aeroporto internacional de Lisboa: opções”
Moderadora: Vice-Presidente da COPTC, Deputada Irene Veloso
Dra. Paula Alves
Eng. José Lopes
Prof. José Manuel Palma
Prof. Paulino Pereira
(15 minutos por intervenção)
11h15 - Intervalo
11h30 - Debate
13h00 - Almoço
14h30 às 17h30 – 2.º Painel “Custos e modelos de financiamento e gestão do aeroporto internacional de Lisboa”
Moderador: Deputado Jorge Costa
Prof. Augusto Mateus
Prof. Diogo Pinto
Prof. Manuel Porto
Eng. Rego Mendes
(15 minutos por intervenção)
15h30 - Intervalo
15h45 - Debate
17h15 - Intervalo
17h30 às 18h00 - 3.º Painel
Representante do Grupo Parlamentar do PS
Representante do Grupo Parlamentar do PSD
Representante do Grupo Parlamentar do PCP
Representante do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Representante do Grupo Parlamentar do BE
Representante do Grupo Parlamentar do PEV
18h00 - Fim do Colóquio

ENTRADA LIVRE

segunda-feira, 4 de Junho de 2007

POCEIRÃO É ALTERNATIVA CREDÍVEL

"A zona do Poceirão poderá ser uma «uma alternativa credível» à Ota para se instalar o futuro aeroporto de Lisboa, disse hoje à Lusa o economista e professor universitário Ernâni Lopes. Falando à margem de uma conferência, em Setúbal, no âmbito da Jornada «Segurança e Defesa na Economia do Mar», o antigo ministro das Finanças afirmou que o Poceirão «é uma alternativa credível» para a localização do novo aeroporto de Lisboa. Ernâni Lopes integra uma comissão de especialistas que está a estudar uma solução sustentada de transportes para a Grande Lisboa, que passa pela articulação de vários módulos de transporte às plataformas logísticas de Castanheira do Ribatejo e do Poceirão."

domingo, 3 de Junho de 2007

ESTUDAR FARÁ MAL À NAÇÃO?

As associações ambientalistas Quercus e Alambi defendem a reavaliação da Ota como localização do futuro aeroporto de Lisboa perante a opção de manter o da Portela, "sem descurar a hipótese da não construção".

"Além de se avaliar a opção Ota, é fundamental uma comparação com a opção de manter a Portela, conjugada com uma outra infra-estrutura de apoio, destinada, eventualmente, aos voos 'low cost', de mercadorias ou internos, reabilitando a infra-estrutura já existente", defenderam a Quercus e a Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer (Alambi), num comunicado conjunto."Todas as opções [para a localização do novo aeroporto de Lisboa] têm enormes impactes, pelo que a opção por uma ou por outra deverá ser bem fundamentada, sem descurar a hipótese da não construção", lê-se no comunicado das associações ambientalistas, que defendem que os estudos que "permitam aferir a necessidade de um novo aeroporto" devem ser debatidos tendo em consideração "a conjugação com outros projectos, como o TGV ou os aeroportos de Beja e do Porto".
Fonte: Público

A ALAMBI LEMBRA QUE...

"Não há almoços grátis"....

A Alambi é uma ONG de Ambiente do concelho de Alenquer. A Alambi não foi convidada para qualquer almoço com o Ministro das Obras Públicas. O trabalho desenvolvido pela Alambi assenta exclusivamente no voluntariado e dedicação à causa dos seus membros. Da direcção da Alambi fazem parte técnicos de diversas áreas - Eng. Civis, Biólogos, Químicos, Economistas - que conhecem o terreno e as incidências do projecto do NAL como ninguém. Ninguém da Alambi participou em trabalhos encomendados pelo NAER. A Alambi bate-se pelo primado dos valores ambientais e da sustentabilidade no território onde actua. A Alambi exige rigor e isenção no Estudo de Impacte Ambiental que agora se inicia e que por lei tem carácter vinculativo para a viabilidade do projecto."

AGORA? PARA QUÊ?

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje em Leiria que o concurso do Estudo de Impacte Ambiental para o novo aeroporto da Ota já foi lançado, estando em fase de apreciação de propostas. «O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) que foi feito em 2000 teve a ver com a localização. É necessário fazer um EIA para este projecto, como é natural, aliás o concurso já foi lançado, está-se na fase de apreciação das propostas e vai ser executado dentro dos prazos necessários para que esse projecto avance» disse hoje Mário Lino aos jornalistas. É preciso lata. Num momento em que o Governo já tem a Ota como facto consumado, num momento em que já deu ordens para o desencadear das acções necessárias para o início da construção, agora é que vai mandar fazer, nem sequer fazer, vai começar as diligências legais necessárias para mandar fazer o estudo de impacte ambiental da obra? É um escandalo. Quanto mais o ministro iberista mexe na Ota mais se atola no aquífero. Terrenos mal escolhidos é no que dá...

sábado, 2 de Junho de 2007

CONSCIÊNCIA NACIONAL EM FÁTIMA

"O novo aeroporto da Ota pode trazer benefícios para a região?

É óbvio que sim. Fátima vai lucrar com tudo isto, ficamos a ganhar 30 quilómetros e sendo um bom aeroporto vai trazer mais passageiros, mais oportunidades para Fátima. Mas sou contra a localização, por um motivo: há alternativas mais baratas, mas há muitos interesses… Sabemos que a construção do novo aeroporto na Ota vai ter custos muito elevados. É preciso ponderar muito bem, o País está mergulhado numa crise. Sabemos que nós é que vamos pagar esta estrutura, com os nossos impostos. E será que este investimento vai ter retorno?"

Pedro Marto, no Notícias de Fátima.

A LER

O ministro é um camelo?, por Luís Costa, no Jornal de Notícias.

ORDENS

Fonte: Diário de Notícias

A LUTA CONTINUA

"O Governo começa a admitir recuar na escolha da Ota para localização do novo aeroporto internacional de Lisboa. O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, deu ontem sinal disso, em declarações à TSF: "O problema da localização está decidido a esta luz [dos "grandes debates" ocorridos em 1999 e 2000]. Mas estamos abertos a discutir todas as matérias."Uma fonte governamental ligada a este processo "traduziu" ao DN esta afirmação do ministro: "Tudo pode voltar atrás." E tudo está em saber, segundo a mesma fonte, "até onde Cavaco Silva quer ir". Na visão do mesmo interlocutor do DN, o Presidente da República, permanentemente "acusado" de estar excessivamente colado ao Executivo, está a usar a Ota "como arma de distanciamento". "Cavaco Silva pode obrigar o primeiro-ministro a uma inflexão política", adiantou."

QUEM PAGA A OTA?

"O Governo tem tentado passar a ideia de que o futuro aeroporto da Ota será um empreendimento essencialmente privado com uma contribuição do Estado português de apenas 10%. Mas por detrás de um aparente investimento privado estão custos ocultos que o tornam num investimento essencialmente público. A maior parte da contribuição do Estado será feita através de contrapartidas não financeiras cujo valor ultrapassa em muito os 10% anunciados pelo Governo. Em troca da construção da Ota por entidades privadas, o Governo pretende oferecer a desactivação da Portela, os acessos rodoviários ao aeroporto, um shuttle para ligar a Ota a Lisboa em 20 minutos, um terminal de TGV, parte do capital da ANA (empresa pública gestora dos aeroportos), fundos comunitários que poderiam ser aplicados noutros projectos, o monopólio sobre todos os aeroportos de Portugal continental e a concessão da Ota por dezenas de anos."

João Miranda, no Diário de Notícias.

CIP APONTA PARA ALCOCHETE

O Campo de Tiro de Alcochete, zona actualmente ocupada pela Força Aérea, é o local que reúne melhores condições para a construção do futuro aeroporto internacional de Lisboa, em alternativa à Ota . Segundo o SOL apurou, esta é a conclusão do estudo técnico patrocinado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa), que deverá ser revelado publicamente nos próximos dias. Além de Alcochete, o documento aponta ainda a zona das Faias (a 47 quilómetros de Lisboa), também na Margem Sul, como uma boa opção. Mas, depois de comparadas as diferentes variáveis – ambiente, ordenamento, condições geográficas, propriedade dos terrenos, navegação aérea e infra-estruturas (nomeadamente, vias de comunicação) –, o estudo conclui que o Campo de Tiro de Alcochete é a solução preferível.
Fonte: Sol

DISPARATE TOTAL

O antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa acredita que construir um novo aeroporto na Ota é um «disparate total» que vai prejudicar a Margem Sul.
«O aeroporto na Ota é um disparate total pois a Portela ainda não está esgotada. Uma decisão nesse sentido vai ser prejudicial para a margem sul que vai pagar cara a asneira em 20 ou 30 anos», disse o actual vereador na oposição na Câmara de Sintra, durante uma conferência sobre a inserção do Barreiro no contexto da Área Metropolitana de Lisboa, organizada pelo PS local.

João Soares garantiu que a Portela ainda tem potencialidades para ser exploradas, nomeadamente o espaço ocupado pela Força Aérea e a zona de Figo Maduro, considerando que a base aérea do Montijo seria um bom complemento ao actual aeroporto. «Nunca estiveram em Portugal mais do que dois ou três aviões em espera para aterrar. O problema está no funcionamento da aerogare. com dificuldades na saída dos passageiros e na recepção das bagagens», considerou.

O autarca garantiu que não percebe como é que o metropolitano ficou a 500 metros do aeroporto. «Não faz sentido fazer um aeroporto a 50 quilómetros. Eu não quero mais estudos, quero que se decida, mas não gostava de ver a especulação imobiliária a esticar-se 50 quilómetros depois da Ota», salientou. João Soares afirmou ainda que não se sentia mais realizado por ter vindo ao Barreiro, apesar de não conhecer «o deserto», numa alusão às declarações do ministro Mário Lino, que considerou uma «'gaffe' lamentável». O autarca aproveitou ainda para criticar as autarquias comunistas da margem sul, como o caso do Barreiro, garantindo que é necessário acabar com o «mito» da imagem construída pelo PCP. «As câmaras do PCP na Área Metropolitana de Lisboa [AML] são as que têm maior especulação imobiliária e desordenamento do território. Temos que desfazer a imagem que construíram e isso é possível fazer analisando a Área Metropolitana», disse. João Soares falou ainda da Junta Metropolitana de Lisboa, que presidiu durante seis anos, explicando que enquanto não houver uma eleição directa, o órgão não tem efectivos poderes de coordenação.

«Necessitamos de uma regionalização, mas infelizmente perdemos o referendo, o que traz problemas às áreas metropolitanas mas não só. Os problemas da AML não podem ser resolvidos pela lógica local, tem que se analisar o global para depois se agir ao nível local», concluiu.
Fonte: Lusa

sexta-feira, 1 de Junho de 2007

A PORTELA É NECESSÁRIA!

"O fim da Portela é uma grande oportunidade para Lisboa. Pode permitir acabar com a 2ª circular como circular e transformá-la numa grande avenida, como os espanhóis fizeram na M30. Podia fazer-se um parque verde e em vez de mais um projecto imobiliário, ter uma reserva de espaço para espaço para colmatar uma possível saturação da Ota em 2030 com um pequeno aeroporto para executivos."
Augusto Mateus, no Diário Económico.

O MITO DA OTA

A Ota nunca poderá ter terceira pista, nem mais de 35 milhões de passageiros/ano. Logo, padece de uma "doença mortal". A localização de um novo aeroporto na Ota sofre de várias pragas, mas uma é "mortal": não há lá espaço para mais do que duas pistas. O ministro ainda quis prova escrita, mas como não podia haver contestação a tal constatação, surgiu argumento suplente: a expansão não será necessária por a procura prevista não exceder a capacidade de oferta da Ota.
E qual será a procura? Não 30 milhões os passageiros/ano em 2035, como se começou por dizer, mas 50 milhões, número que impressiona mas é temerário. Porquê? Porque a oferta na Ota será de apenas 35 milhões de passageiros/ano de acordo com a Parsons (Plano Director, página 308). Pior: o número de 50 milhões não se baseava em nenhum dos estudos publicados pela NAER. De facto, o estudo da Parsons prevê para aquele ano cerca de 32 milhões de passageiros (página 191 do Plano Director), número parecido ao calculado em 1999 pela Aeroports de Paris (página 25 do Relatório para a Preparação da Escolha do Local). Como o problema da procura afecta tanto a Ota como qualquer outro local do nosso território, mesmo o miserável "deserto", a questão reside na capacidade de oferta e é simples: "Um aeroporto na Ota tem uma capacidade para, em 2035, receber mais 30 milhões de passageiros/ano?" A resposta envolve factores de difícil ou discutível quantificação relacional com o local e com a exploração do transporte aéreo.O local escolhido deve permitir o número de aterragens e de descolagens necessárias, o que depende do relevo, da natureza dos ventos e das condições de visibilidade. Para perceber a evolução do tráfego aéreo deve-se pensar nos tipos de avião, nas suas taxas de ocupação e no número de horas de operações. Ora se tomarmos como bons os pressupostos da Parsons, devemos contar sobretudo com aeronaves com 200 lugares, 10,9 horas "médias" por dia, 310 dias "médios" por ano e uma taxa de ocupação média anual de 72 por cento (página 308 do Plano Director). Multiplicando tudo, obtém-se 486.576 passageiros por ano e por movimentos por hora.Vejamos agora qual o número de movimentos por hora de um aeroporto com duas pistas paralelas afastadas de 1700m. De acordo com a Aeroports de Paris aquele número é 72 (página 25 do Relatório). Para a Parsons, também, ou quase: "... sem esta limitação da pista oeste... a capacidade... na Ota corresponderia aproximadamente (a) 72 movimentos por hora" (página 52 do Plano Director). Parte do problema estaria resolvido não fosse a Parsons aumentar aquele número em 2005 para 84, embora com reservas, muito sublinhadas, quanto às condições de relevo e de visibilidade da Ota (página 11 do Aeronautical Feasibility Study). Que número, então, adoptar? Se partirmos do "consensual" 72 e cruzando-o com os parâmetros da Parsons, obtém-se como estimativa do total de movimentos por hora 67. A estes 67 movimentos por hora correspondem 486.576 x 67 = 32 milhões de passageiros por ano. Tudo estaria pois certo: a oferta correspondia à procura. Contudo, se a taxa de crescimento da procura não estabiliza e continua a crescer moderadamente, em 2035 será sempre superior à capacidade de um aeroporto na Ota, o que significa que este estará possivelmente saturado nessa data, como hoje está o da Portela, mas sem a mínima possibilidade de expansão. Duraria, em operação, menos de 20 anos. Trata-se pois de uma "doença mortal" que não pode, num projecto desta dimensão, ser ignorada ou desprezada por qualquer governante.
Engenheiro civil, IST
Fonte: Público

OS AMNÉSICOS

No Tomar Partido.

quinta-feira, 31 de Maio de 2007

NOTÍCIAS DA OTA NO PRAVDA

"Mas a barraca à volta do aeroporto da Ota tem outros protagonistas. O Dr. António Costa, Ex-Ministro da Administração Interna e notável do núcleo duro do actual governo, após o anúncio da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, respondendo à pergunta se o aeroporto da Ota não iria prejudicar a capital do país, disse que não; pelo contrário, irá libertar os terrenos da Portela para a construção de uma grande urbanização… Depois não venham dizer que não há na questão do novo aeroporto grandes interesses imobiliários perfeitamente articulados. Dias depois, talvez por ter sido tão indiscreto, emendou de mão e declarou que em tais terrenos será desenvolvido um grande parque como o de Monsanto (!). "

quarta-feira, 30 de Maio de 2007

PERGUNTAR FAZ BEM À SAÚDE

Perguntas sobre a Ota, de Carlos Loureiro, em O Primeiro de Janeiro.

segunda-feira, 28 de Maio de 2007

BOA NOTÍCIA

Hoje, o ministro que defende a extinção de Portugal não disse nenhum disparate sobre o aeroporto da Ota. Mas já não é seguro que não o tenha feito.

domingo, 27 de Maio de 2007

MAIS UM RELATÓRIO: MAIS UM PARA SANEAR

NAER pediu a peritos estrangeiros que verifiquem conclusões da NAV

O novo relatório, noticiado na edição de ontem do SOL, é taxativo: Ota não irá além dos 70 aviões/hora
O novo relatório da NAV – que o SOL noticiou na edição de ontem – tem duas páginas, é assinado pelo técnico Mário Neto (coordenador da equipa que estuda a navegação aérea na Ota) e foi endereçado na terça-feira passada à administração da NAER, a pedido desta. Tal como o SOL noticiou, este documento da NAV surge três meses depois de anteriores relatórios (um de Novembro e outro de Fevereiro) e reafirma duas conclusões: não é possível as duas pistas previstas para a Ota operarem de forma autónoma e o número de movimentos máximo é de 70 aviões/hora (30 nas descolagens e 40 nas aterragens). A importância destes estudos tem a ver com o seguinte facto: cabe à NAV estudar a localização do novo aeroporto da Ota em termos de capacidade de tráfego e de segurança aérea. A resposta desta semana da NAV surgiu na sequência de um pedido da NAER muito específico: pretendia saber se as circunstâncias e as restrições relatadas anteriormente se tinham alterado. E a resposta foi negativa: nada se tinha modificado. Os condicionalismos geográficos da Ota assim o impõem e esta é uma posição definitiva da NAV. De tal forma, que a empresa está já a testar os seus trabalhos do ponto de vista da segurança (o que é tecnicamente designado como «safety assessement»). Segundo o SOL apurou, entretanto, a NAER encomendou à consultora Parsons uma análise e verificação do trabalho da NAV, estando já destacados peritos para esse efeito. O objectivo é ver se há soluções técnicas que a NAV não tenha explorado e resolver o problema de forma a alcançar o mínimo anunciado pelo Governo de 80 aviões/hora na Ota.

NAER e NAV reagem

Ontem, as administrações da NAER (empresa do novo aeroporto) e da NAV (empresa gestora do tráfego aéreo) emitiram um comunicado em que desmentiram «a existência de qualquer novo relatório aprovado pela NAV com conclusões sobre os trabalhos, em curso, relativos à navegação aérea no Novo Aeroporto de Lisboa na Ota». E adiantaram que as duas empresas «continuam a trabalhar no sentido de garantir as condições necessárias à operação do Novo Aeroporto». O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, veio entretanto afirmar que, se se confirmassem as conclusões da NAV, seria pedida a intervenção de peritos estrangeiros, se necessário, até que a Ota fosse viabilizada.
Fonte: Sol

sábado, 26 de Maio de 2007

SANEARAM OS HOMENS MAS NAV INSISTE

Um novo estudo da NAV (Navegação Aérea de Portugal), empresa gestora de tráfego, chumbou pela segunda vez o novo aeroporto na Ota. De acordo com o semanário «Sol», o novo relatório confirma que a Ota não tem hipóteses de expansão e que a capacidade não excederá os 70 aviões por hora, abaixo dos 80 considerados mínimos. A empresa do novo aeroporto, NAER, tinha pedido à NAV o ponto da situação sobre a Ota. A resposta dos técnicos é inequívoca: o novo espaço permitirá, no máximo, 30 descolagens e 40 aterragens por hora. Entretanto, o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller, vai entregar ao primeiro ministro o estudo que encomendou, financiado por um grupo anónimo de 30 empresários, e que contempla dois locais na Margem Sul. A construção estaria concluída em sete anos, menos três do que a Ota.
Fonte: Portugal Diário

DESFOCAGEM

Marques Mendes descobriu que é preciso haver consenso sobre a construção do novo aeroporto. A mim não me preocupa nada a falta de consenso. Há coisas boas que nunca geraram consenso e que s efizeram e bem. O aeroporto não deve fazer na Ota não porque não seja consensual, mas porque é um erro.

MENDO CASTRO HENRIQUES ESCREVE A MÁRIO LINO

Um dos autores de O Erro da Ota não gostou de ver o ministro das Obras Públicas glosar com o conteúdo da obra e, numa carta a Mário Lino a que o DN teve acesso, acusa-o: "A democracia, para si, sr. ministro, é um cheque em branco passado de quatro em quatro anos, não tanto a um Governo, mas a um partido político que selecciona esse Governo".
Mendo Castro Henriques, professor da Universidade Católica e um dos autores da obra (e co-apresentador, com Carmona Rodrigues, na semana passada), não gostou que, na mesma conferência em que Mário Lino se referiu ao "deserto" da Margem Sul, o ministro se referisse assim aos especialistas: "O programa do Governo não será avaliado por 22 senhores que escrevem livros, mas pelos eleitores em 2009". Castro Henriques diz não querer acreditar que Lino "despreza os autores de livros, nem a cultura em geral, nem a cultura técnica e profissional que resulta do citado livro, escrito por especialistas independentes e isentos com a consciência cívica de estarem a prestar um serviço ao país". E deixa a acusação: "Poderá V. Exª saber que o famoso poeta alemão Heinrich Heine escreveu em 1821 que '0nde queimam livros, acabam por queimar pessoas'."O porta-voz do grupo de 22 autores adianta estranhar "tanta preocupação sua, técnica e politica, e tantos dossiers a gerir, encontre tempo para desqualificar quem com 'honesto estudo' vem concluir em voz alta o mesmo que indicam as sondagens de Abril e Maio de 2007, segundo as quais cerca de 92 a 93% da população nacional, ponderando os votos, está contra a localização na Ota do novo Aeroporto de Lisboa".
Perigo de submersão
O Aeroporto da Ota está projectado para uma das zonas que podem ficar submersas em caso de sismo de grande intensidade com epicentro na Área Metropolitana de Lisboa, declarou ontem a especialista da Protecção Civil Maria Anderson.O estudo sobre "Cenários Prováveis" foi elaborado em 1997 e serviu de base para a elaboração dos cenários de emergência apresentados ontem no decorrer de um seminário em Queluz. Maria Anderson, engenheira responsável pela análise de riscos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), afirmou que além da zona da Ota também a baixa de Lisboa, a zona entre Seixal e Costa de Caparica e a parte baixa de Loures e Santo António dos Cavaleiros seriam áreas muito afectadas por um sismo com aquelas características.
Fonte: Diário de Notícias

SISMOTA

Afundanços, por João Carvalho Fernandes, no Fumaças.

CAVACOTA

Que tristeza, no Tomar Partido.

sexta-feira, 25 de Maio de 2007

O MINISTRO INTOCÁVEL

No Tomar Partido.

MEMÓRIA CURTA OU MEMÓRIA DESERTIFICADA?

"Ainda sou do tempo em que se defendia a Ota com base no argumento de que poderia cair um avião em cima dos hospitais, das escolas e dos hoteis da cidade de Lisboa. Agora defende-se a Ota com o rgumento de que em Rio Frio não existem hospitais, escolas e hoteis em cima dos quais os aviões possam cair."

João Miranda, no Blasfémias.

PASSA-ME CADA COISA...

E que tal se se formasse uma associação pró-construção de um aeroporto na margem sul para acabar com o deserto?

quinta-feira, 24 de Maio de 2007

A OTA PROVOCA O DELÍRIO

(Fonte)



Parece que o far chegou ao Oeste português. O Presidente da Camara Municipal de Peniche, que é comunista, estando por isso consideravelmente atrasado em relação ao camarada iberista Mário Lino que já vai no PS, parece que tenciona dar trabalho aos advogados portugueses e processar todos aqueles que desconfiam, duvidam e se opõem à construção do aeroporto da Ota. Eis todo um tratado de equilíbrio e bom senso. Com tanto afã processual o homem ainda acaba em adjunto da Directora Regional de Educação do Norte. Já agora, poderia o autarca enunciar quais as regiões que no seu preclaro entendimento terão personalidade judiciária para demandar os perigosos reaccionários que são contra a Ota? É que parece que não há regiões em Portugal. Ou será que afinal o deserto verdadeiro não é o da margem sul, mas sim o deserto da razão?

ARTIFÍCIOS

Afinal parece que já não é a construção de um aeroporto na margem sul que é artificial. O que é artificial é a polémica acerca da construção de um aeroporto na margem sul.

POESIA POPULAR

Por João Caetano Dias, no Blasfémias. A não perder.

O DESESPERO

Na Grande Loja do Queijo Limiano.

OS TERRORISTAS PREFEREM A OTA

Para Almeida Santos um aeroporto na margem sul era perigoso porque os terroristas podiam cortar o país em dois. Invocar Bin Laden para defender a Ota não me parece lá muito boa ideia para a defesa da causa...

ABANANADOS

"Prefiro rever a bela prestação do ministro Mário Lino na Ordem dos Economistas, dado que aquela do não há gente, escolas, hospitais, comércio, onde não há indústria nem hotéis, com cancerígenos ataques aos pulmões, falta de um braço e de uma perna, foi outro dos habituais exageros do ex-bloguista em figura humana, que teve o condão de nos despertar uma dessas saudáveis gargalhadas, à imagem e semelhança da que deveria findar com o episódio Charrua. Com ministros destes, não há, felizmente, bananas que coincidam com sacanas. Nesta terra da boa gente que ainda resta, até eu sou capaz de apoiar o partido da Ota, se me continuarem a convencer com risadas e argumentos racionais e a não confundirem a opção com tiradas iberistas. "
José Adelino Maltez, em Sobre o Tempo que Passa

PUM, PUM, PUM

A Ota e a Dinamite, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

HOJE 'SEMOS' MUITOS, AMANHÃ NÃO SEREMOS MILHÕES

Os Milhões, por João Carvalho Fernandes, no Fumaças.

quarta-feira, 23 de Maio de 2007

DIZEM QUE NÃO É UMA ESPÉCIE DE MINISTRO, É-O MESMO!


A margem sul, segundo um engenheiro inscrito na respectiva Ordem.

DESTA VEZ TEM RAZÃO


O ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, criticou hoje a opção de construir o novo aeroporto na Ota, que considerou «um erro» e atribuiu a uma «teimosia do Governo baseada numa pressa que está por explicar»

Numa intervenção durante a apresentação do livro «O Erro da Ota e o Futuro de Portugal», que reúne depoimentos de 22 personalidades de vários sectores da política e da sociedade civil, no Palácio Municipal das Galveias, Carmona Rodrigues elencou argumentos como a localização, os custos, o financiamento e as questões ambientais para concluir que «a Ota é um erro».
O ex-autarca começou por criticar o anúncio da decisão do Governo de José Sócrates de construir o futuro aeroporto na Ota, dias antes da sua tomada de posse como presidente da Câmara de Lisboa, em Outubro de 2005, «sem ter sido auscultada a autarquia nem a Junta Metropolitana de Lisboa».

«Hoje, dados os avanços entretanto conhecidos deste Governo, com um sentido fortíssimo de centralização e aniquilação das vontades das autarquias, já não estranho isso», afirmou.
Na opinião do ex-presidente da autarquia da capital, a decisão, que considera «má para a Lisboa e para o país», não está «suficientemente nem justificada aos olhos de todos».

«Não podemos embarcar em aventuras que se tornam desnecessárias, supérfluas ou exageradamente caras. Há espaço e tempo para reflectir. A pressa sempre foi má conselheira», sustentou.

Carmona sublinhou que o novo aeroporto ficará situado a cerca de 50 quilómetros da capital, «fora da Área Metropolitana de Lisboa», uma situação com «muitos efeitos negativos», por colocar a capital numa situação «ainda mais periférica e excêntrica» em relação ao centro da Europa a 27. «Se tornarmos Lisboa mais distante, mais inacessível, estamos a perder competitividade», referiu. Sobre a localização, Carmona Rodrigues questionou «porque é que um sítio tão mau está a ser insistentemente referido?», adiantando que os 50 milhões de metros cúbicos necessários para realizar um aterro na Ota implicarão a passagem de camiões de 20 toneladas de areia «de dez em dez segundos durante três anos», além de implicar a construção de 2.000 quilómetros de estacas, uma distância superior à que separa Lisboa de Barcelona, exemplificou.

«É uma obra faraónica, cara e complicada do ponto de vista da execução», disse, frisando que estão em causa dinheiros públicos e os cidadãos «têm o dever de responsabilizar o Estado pela sua utilização».

«É preciso saber se é necessário vender os anéis, como a ANA, entidade que gere os aeroportos, e até a TAP. A questão da competitividade com Espanha não se coloca se a ANA for comprada por espanhóis? E a TAP, a grande embaixadora? Seria TAP/Air Spain?», questionou. O ex-presidente encomendou um estudo sobre as vantagens e desvantagens da Ota e das alternativas àquele projecto, que está a ser coordenado pelo especialista em transportes José Manuel Viegas, e deverá ser conhecido em Junho, revelou Carmona Rodrigues à Lusa.
Fonte: Sol

terça-feira, 22 de Maio de 2007

DESTA VEZ NÃO FAZ MAL

O ministro de Portugal que acha que Portugal não devia existir, mas sim ser uma província da Espanha, Mário Lino, parece que está preocupado porque a construção do aeroporto da ota está atrasada. Ora aí está um atraso do estado que desta vez não só não faz mal a ninguém, como até faz bem.

segunda-feira, 21 de Maio de 2007

55% CONTRA PRIORIDADE À OTA

Para mais de metade dos participantes na mesma sondagem a construção de uma nova aerogare não deve fazer parte das prioridades de investimento público. Só 27% concordam com a estratégia seguida pelo Governo, enquanto 55% a contestam abertamente.

PORTUGUESES QUEREM MAIS ESTUDOS

É aconselhável a realização de mais estudos acerca da localização do novo aeroporto internacional de Lisboa, susceptíveis de fundamentar uma decisão definitiva. É esta a principal conclusão da sondagem efectuada pela Universidade Católica para o JN, a RTP e a Antena 1.

domingo, 20 de Maio de 2007

E A NOSSA CONTINUA

"O GOVERNO ESCONDE ALGUMA COISA SOBRE A OTA?". É votar no fim da página. Como podem ver nos respectivos resultados até agora a resposta não deixa margem para dúvidas.

SONDAGEM "O INSURGENTE"

sábado, 19 de Maio de 2007

PANTOMINICE

"Ouvi com alguma atenção o dr. António Costa na TVI. Ainda não sabia que as eleições intercalares de Lisboa tinham sido suspensas. Costa irritou-se fortemente quando questionado sobre a Ota. Falou no "aproveitamento" dos terrenos da Portela , dando como assente a terraplanagem da zona. É bom que os lisboetas retenham isto. António Costa, o candidato do PS, do governo e do sr. eng.º da Ordem dos Engenheiros, Mário Lino, é favorável à Ota. Depois, percebeu que se tinha excedido e ainda esgrimiu com a "hipótese" da Margem Sul. Mentira. Ele sabe que nós sabemos qual é a sua opção. Afinal, ainda há menos de vinte e quatro horas, Costa era o "número dois" de Sócrates e, consequentemente, um "superior" de Lino. Costa e todo o "paredão partidário" averbaram uma primeira derrota com a dilação do sufrágio lisboeta graças a um pequeno partido, "o Partido da Terra". Esta eleição é um momento precioso para, pelo menos os cidadãos de Lisboa, manifestarem o seu desprezo por esta golpada gorada de que Adelaide Rocha - a delegada do PS no governo civil - foi mero instrumento. Para este efeito, não existe esquerda nem direita, muito menos a "esquerda de lapela" do dr. Costa. Venham, pois, os independentes."
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

sexta-feira, 18 de Maio de 2007

JÁ CÁ FALTAVA!

Mário Lino considera que António Costa na presidência da Câmara de Lisboa é "fundamental" para o desenvolvimento de Lisboa e do País. à margem da apresentação do Livro "Álvaro Cunhal e a Dissidência da Terceira Via", de Raimundo Narciso, Mário Lino disse apoiar o candidato do PS, António Costa, nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. O ministro, que fez a apresentação do livro, salientou que "Lisboa tem muito a ganhar com António Costa na presidência" e que esta candidatura "traduz a importância que o PS atribui à Câmara e o reconhecimento do estado caótico em que esta se encontra". Subitamente transportado às suas origens políticas o ministro iberista decidiu meter a colherada em Lisboa. Há que traduzir do castelhano político em que Mário Lino fala. O que ele quis dizer é que a Ota tem muito a ganhar com António Costa na CML.

quinta-feira, 17 de Maio de 2007

O TITANIC

(Rui Moreira)

A construção do novo aeroporto na Ota é um erro porque "não está provado que seja necessário, é um enorme esforço que pode não ter justa recompensa e não se esgotaram as alternativas", argumentou Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, onde foi feita, esta quarta-feira, a apresentação do livro. Moreira, que escreve um dos 22 artigos da obra, acredita mesmo que a Ota pode vir a ser o "Titanic" de um Governo que "governa em função das sondagens". A localização do novo aeroporto de Lisboa foi "manifestamente uma decisão política", cujo processo envolveu a ocultação de alguns estudos com reservas face à Ota. Ler aqui.

quarta-feira, 16 de Maio de 2007

MAIS UMA FITA CORTADA

O Pedro Correia revela os resultados da sondagem do Corta-Fitas sobre a Ota. Ganhou o "Não".

terça-feira, 15 de Maio de 2007

A PRESSA

"Sócrates, terá dado ordens à NAER, empresa que lidera o projecto do novo aeroporto da OTA, para acelerar o concurso de selecção do consórcio de construção e exploração do aeroporto.O primeiro-ministro teima assim na continuação deste “elefante branco”, mesmo quando a generalidade dos engenheiros, excepção feita àqueles engenheiros que são parte interessada no projecto, se mostram totalmente discordantes com o projecto.Os custos elevadíssimos de tal desvario irão como sempre recair sobre os esqueléticos e massacrados ombros dos portugueses.Perante um tão leviano desastre, será que o Presidente da Republica não tem nada dizer e vai continuar a olhar para o lado perante tamanha estupidez?No mínimo, exigia-se que Cavaco Silva chamasse a Belém o bastonário da ordem dos engenheiros, que numa postura cívica de louvar, vem manifestando a sua total discordância quanto à solução adoptada."
Ruy, no Classe Política

segunda-feira, 14 de Maio de 2007

POBRETES MAS ALEGRETES

"A Polónia e a Ucrânia vão, como é sabido, acolher a fase final do Euro 2012. Uma organização a dois, apesar de Polónia e Ucrânia terem, em conjunto, mais de 85 milhões de habitantes e de ambos os países apresentarem taxas de crescimento económico acima dos 5%. Portugal tem 10 milhões de habitantes e uma economia estagnada e bloqueada pelo socialismo e pelo intervencionismo. Mas pelo menos temos muitos estádios novos. Prioridades nacionais: construir o mega-aeroporto da Ota e o TGV."

André Azevedo Alves, em O Insurgente.

sábado, 12 de Maio de 2007

OTA E A PORTELA+1

AEROPORTO SECUNDÁRIO EM LISBOA

Uma das questões que têm sido abordadas na imprensa, na polémica da construção do novo aeroporto, diz respeito à possibilidade de se utilizar um aeroporto secundário que possa complementar a Portela. Para que não exista qualquer dúvida sobre este assunto, nada melhor que transcrever parte de um estudo da ANA-Aeroportos de 1994 que, surpreendentemente, a NAER (empresa que está a estudar este projecto) não publicou no seu site.
Ler o que interessa deste estudo aqui, na entrada de Gabriel Silva, no Blasfémias.

sexta-feira, 11 de Maio de 2007

O GOVERNO MENTE SOBRE A OTA

O ministro que acha que Portugal devia ser uma província espanhola e que para desgraça nacional tem a pasta das obras públicas e dos transportes, voltou a dizer que não há estudos que defendam que o aeroporto não deve ser na Ota.

O Governo continua a mentir. Senão vejamos:

Em 1969, o Gabinete para o Novo Aeroporto de Lisboa (GNAL) considerou que "não existe qualquer hipótese de localização do Novo Aeroporto na margem direita do Tejo" (página 23 do Estudo de Localização do Novo Aeroporto, 1972, disponível no site da NAER). Ou seja, o local da Ota era pura e simplesmente eliminado.

Em 1970, a preferência pela região de Rio Frio era confirmada pela firma norte-americana System Analysis and Research Corporation (SARC) (página 26 do mesmo relatório).

À mesma conclusão chegou a firma Howards, Needles, Tamnen & Bergendoff (HNTB) (ibid).
Também a firma inglesa Software Science Ltd considerou que a zona de Rio Frio era a que melhor satisfazia os requisitos do espaço aéreo (página 30 do mesmo relatório).

Já em 1982, o consultor da ANA, a empresa norte-americana TAMS Consultants em consórcio com a firma portuguesa Profabril, elaborou uma short list dos locais possíveis (Ota, Porto Alto e Rio Frio), escolheu Rio Frio para a localização do NAL (página 0-12 do New Lisbon International Airport - Parte 1, constante no site da NAER) e considerou as localizações a sul do Tejo como muito melhores do que as da margem norte (página 5-10, Parte 2 do mesmo relatório).

Finalmente, em 1999, os ADP classificaram como melhor o local de Rio Frio (718 pontos versus 616 para a Ota) e concluíam que "... o nosso estudo de síntese põe à cabeça o sítio de Rio Frio..." (páginas 152 e 153 do Relatório para a Preparação da Escolha do Local, constante no site da NAER). Foram estes todos os estudos elaborados para a escolha da localização e que se encontram publicados no site da NAER.Seis entidades de reputação técnica inquestionável e de diferentes origens (Portugal, EUA, Reino Unido, França), de entre as melhores da engenharia aeronáutica, consideraram como melhor localização a região de Rio Frio, nunca a Ota, em 30 anos de estudos.

Chega Sr. Ministro ou é preciso mais?
(publicado no Democracia Liberal)

quinta-feira, 10 de Maio de 2007

O MAIOR DISPARATE DA HISTÓRIA

Ota: o maior disparate da História das obras públicas
Por Mário Lopes, na edição de hoje do Público

Só em custos directos, a Ota custa cerca de 4000 milhões de euros a mais do que um aeroporto definitivo na Margem Sul. Num debate recente na televisão, ouvimos um dos consultores da NAER (empresa do Novo Aeroporto) dizer que, quando a Ota saturar, o mais lógico será reconfigurar o hub nacional. Mas o que significa isso? Não havendo capacidade suficiente na Ota, os aviões serão redireccionados para Porto e Faro, o que considerou positivo para não estimular a macrocefalia de Lisboa. Mas os passageiros não podem ser redireccionados à força e irão apanhar aviões no local onde minimizem os custos totais e o tempo de deslocação para o aeroporto. E qual será a cidade mais perto de Lisboa onde poderão apanhar o avião? Provavelmente será Badajoz. Ou seja, pretende-se combater a macrocefalia de Lisboa promovendo o desenvolvimento económico de Espanha e o empobrecimento de Portugal. Mas não é exactamente para evitar que Portugal perca competitividade em relação a Espanha que se considerou absolutamente necessário avançar imediatamente para a construção da Ota, antes da saturação da Portela? Então porque se quer evitar agora aquilo que se quer deixar acontecer daqui a poucas décadas? Segundo o Governo, o aeroporto na Ota custará 3700 milhões de euros. Mas, tendo em conta a natureza dos solos e dos trabalhos a executar, o potencial para derrapagens financeiras é altíssimo, muito maior do que em locais planos na Margem Sul. Na prática, o custo do aeroporto na Ota dificilmente será inferior a 5000 milhões de euros. Estimativas para um aeroporto na Margem Sul apontam para valores muito inferiores, cerca de 1500 a 2000 milhões de euros, pois é uma zona plana. Mesmo com derrapagens, provavelmente não ultrapassaria 2500 milhões de euros. Outro custo de que se fala pouco são os acessos. Se o aeroporto for na Ota, como a Linha do Norte não teria capacidade para aguentar simultaneamente os comboios que serviriam a Ota e o TGV, seria necessário construir uma nova linha para o TGV até Lisboa. Seriam cerca de 45km, dos quais 37km em túnel ou viaduto, a um custo de cerca de 1500 milhões de euros. Ou seja, os custos directos da Ota serão próximos dos 6500 milhões de euros. Caso o aeroporto seja na Margem Sul, a situação é diferente: os comboios de ligação Lisboa-aeroporto poderão aproveitar a ponte e a linha que de qualquer forma terão de ser construídos para o TGV, ou seja, com custos adicionais quase nulos. E o custo da saída do TGV para norte pode ser muitíssimo reduzido com uma das seguintes alternativas a estudar e que não serviriam a Ota: (i) uma linha na Margem Sul a partir do aeroporto, barata por ser numa zona plana e pouco ocupada, ou (i) utilizando a Linha do Norte, quadruplicada e algaleada até Vila Franca de Xira. Nestas condições, conclui-se que só em custos directos a Ota, um aeroporto provisório para 13 anos segundo a NAV, custa cerca de 4000 milhões de euros a mais do que um aeroporto definitivo na Margem Sul. Como é que um país que poupa recursos fechando maternidades e serviços de urgência pode desperdiçar tanto dinheiro? Recorde-se que os brutais custos da Ota irão ser pagos em taxas de aeroporto, que encarecerão as viagens, isolando Portugal da Europa e do mundo. Haverá menos investimento e menos emprego e por isso piores condições de vida para todos os portugueses e não apenas para os que viajam de avião. E tudo isto justificado com base em quê? Na necessidade de proteger a riqueza ambiental da península de Setúbal. Por que razão este argumento é válido para não construir aeroportos e não é por exemplo para fechar a fábrica da Ford-Wokswagen, a auto-estrada A2, etc. Por que é que os danos para o ambiente são maus se forem causados por um aeroporto e por outras causas não são?
Prof. do Dept. de Eng. Civil do Instituto Superior Técnico

terça-feira, 8 de Maio de 2007

LANÇAMENTO

Segunda-feira, dia 14 de Maio, pelas 17 horas, será lançado no Palácio da Bolsa (no Porto), o livro «O Erro da Ota e o Futuro de Portugal: a Posição da Sociedade Civil».

"OTA FOI DECISÃO POLÍTICA!"

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, disse hoje que a escolha da Ota para a localização do novo aeroporto foi uma «decisão política», defendendo que a engenharia não pode servir para «justificar» este tipo de decisões. «A Ota foi uma decisão política. E se se trata de uma decisão política, é melhor terminar com este assunto, mas se queremos fundamentar a decisão política, os estudos técnicos têm de aparecer», afirmou Fernando Santo, à margem do seminário «Os Engenheiros e a Gestão das Empresas», que decorreu hoje, em Lisboa. «Não podemos utilizar a engenharia para justificar decisões políticas», acrescentou.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros admitiu ter dúvidas em relação à viabilidade da localização do novo aeroporto de Lisboa na Ota, afirmando que não ter visto «nenhum esclarecimento cabal de justificação» para o novo aeroporto. Fernando Santo arguiu que durante sete anos e três governos, «a investigação foi conduzida pelo lóbi ambiental», insistindo na necessidade de fazer uma análise para «perceber o porquê da escolha da Ota». Questionado sobre a hipótese da Ordem dos Engenheiros apresentar um estudo, Fernando Santo disse que a Ordem não tem dinheiro para financiar um estudo. Confrontado com a polémica sobre as habilitações académicas do primeiro-ministro, José Sócrates, o bastonário da Ordem do Engenheiros escusou-se a comentar o assunto, afirmando tratar-se de uma «questão pontual».

Fernando Santo disse que «além dos títulos académicos, há a formação de competências, pois competir no mercado global, exige uma formação cada vez mais adequada». «Ser licenciado não é uma condição suficiente», concluiu o bastonário. O seminário realizado hoje foi organizado pela Ordem dos Engenheiros, em parceria com o Fórum para a Competitividade, inserindo-se num ciclo de três seminários dedicado ao tema «Os Engenheiros e a Competitividade». Os próximos seminários serão dedicados aos temas «Energia e Desenvolvimento Tecnológico», que decorrerá a 23 de Maio, e «Eficiência Energética e Desenvolvimento Sustentável», agendado para 05 de Junho. Ambos os seminários terão lugar na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.
Fonte: Lusa

domingo, 6 de Maio de 2007

REPÔR A VERDADE

Artigo publicado na edição do último Sábado do semanário Expresso, no suplemento de Economia, que transcrevo com a devida vénia:
O Governo não tem nenhum estudo que prove que a Ota é melhor que Rio Frio. O que possui (de 1999) diz o contrário

Nas últimas semanas, todos ouvimos, ditos e repetidos até à exaustão, uma infinidade de argumentos que mostram, a quem ainda tinha dúvidas, que a Ota é uma má localização para o novo Aeroporto de Lisboa. Um pouco timidamente, foram também ouvidas sugestões de localizações alternativas à Ota, com especial enfoque no Poceirão. Só que, basta olhar para os mapas que foram publicados na imprensa, para ver que Poceirão e Rio Frio são, no fundo, a mesma coisa. Nota-se, de facto, embaraço em falar de Rio Frio, pois alguns dizem que “já foi chumbado por razões ambientais”, em 1999. Ora, é preciso desfazer este embuste; não houve qualquer “chumbo ambiental” a Rio Frio. A decisão foi política. O que é interessante, é ser a ministra do Ambiente de então, vir dizer isso mesmo, agora, em várias entrevistas.

Vejamos os factos. Em 1998/99, foram realizados Estudos Preliminares de Impacte Ambiental para a Ota e o Rio Frio, na altura em que eram essas as duas localizações em disputa. De acordo com tais estudos, foram identificados impactes significativos nas duas localizações, mas nenhum desses impactes foi considerado impeditivo de um aeroporto. A Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental, nomeada para apreciar esses estudos, embora tivesse dado mais importância ao que era desfavorável em Rio Frio, como os sobreiros e os aquíferos, apresentou conclusão idêntica. O que aconteceu foi que, logo a seguir, em 5 de Julho de 1999, um Despacho conjunto dos Ministérios das Obras Públicas e do Ambiente, vetou Rio Frio, invocando “graves prejuízos ambientais”.

Sem dúvida curioso é o facto de esse despacho ter sido proferido um mês antes de o Governo receber o relatório do consultor a quem o próprio Governo tinha encomendado, um ano antes, um estudo para decidir a localização do aeroporto. É o famoso estudo do AdP (Airports de Paris), de Agosto de 1999, de que muitos falam, mas poucos leram, até porque foi “convenientemente” mantido reservado, até há muito pouco tempo. É de salientar que esse estudo foi adjudicado no âmbito de um concurso, para o qual foram convidados os grandes consultores internacionais nesta área.

Trata-se de um estudo multicritério, um trabalho notável, em que foram ponderados os factores económicos, sociais e ambientais das duas localizações: Ota e Rio Frio. Foram analisadas três opções: Ota, com as pistas orientadas na direcção N/S, e Rio Frio com duas possibilidades de orientação das pistas: N/S e E/W. Foram estudados 18 parâmetros. No que se refere ao ambiente, foi utilizada a informação dos Estudos Preliminares de Impacte Ambiental, atrás referidos. O resultado não deixa margem para dúvidas: 1º - Rio Frio E/W: 718 pontos; 2º - Rio Frio N/S: 675 pontos, e 3º - Ota: 616 pontos. Em rumo, o actual Governo não só não tem nenhum estudo que prove que a localização Ota é melhor que Rio Frio, como, o que possui (herdado de 1999), diz o contrário.

Considero, contudo, que a discussão não deve ser centrada apenas na localização do aeroporto, mas deve abranger o conjunto dos novos projectos: Novo Aeroporto, Rede de TGV e Nova Travessia do Tejo. A integração da realização destes projectos permite, por um lado, melhorar o desempenho de cada um deles e, por outro, reduzir o seu custo global.

Torna-se assim ainda mais fácil concluir que a melhor localização do Novo Aeroporto é na margem Leste do Tejo, na zona entre Rio Frio e Poceirão, ali ao lado da auto-estrada A12. Este é o local mais próximo de Lisboa com condições para satisfazer os requisitos de desempenho do aeroporto, tanto no imediato, como no futuro. Trata-se de uma zona plana, sem obstáculos à volta e de fácil acesso a todo o país, ficando a apenas 25 km de Lisboa pelas pontes Vasco da Gama e Chelas-Barreiro. Os custos de construção serão reduzidos e terá facilidade de expansão.

Um plano integrado com o aeroporto em Rio Frio-Poceirão, no entroncamento das linhas do TGV do Porto e de Madrid, a entrarem conjuntamente em Lisboa pela ponte Chelas-Barreiro, também com comboios convencionais e tráfego rodoviário, é extraordinariamente vantajoso, permitindo uma poupança superior a 3000 milhões de euros, ou seja, metade do custo das obras a realizar na zona de Lisboa.

O Governo não nega os problemas da Ota, mas diz que não pode parar o processo para estudar alternativas, por ser imperativo termos o Novo aeroporto a funcionar em 2017, altura em que se estima que o Aeroporto da Portela terá a sua capacidade esgotada. Ora, aqui está mais uma razão para construir o aeroporto em Rio Frio-Poceirão. Como se sabe, para construir um aeroporto na Ota, são precisas movimentações de terras e tratamentos de terrenos que demoram perto de três anos, ao passo que, numa localização na margem Leste do Tejo, os trabalhos equivalentes, porque são muito mais simples, não demoram mais de seis meses. É, portanto, ao contrário; um aeroporto em Rio Frio-Poceirão estará pronto mais de dois anos antes do que se for na Ota. Não há dúvida, depois de dissecados todos os argumentos, a única coisa que resta a favor da Ota é a obstinação do Governo.
S. Pompeu Santos, Engenheiro Civil, Vice-Preidente da Associação Internacional da Engenharia de Estruturas

sexta-feira, 4 de Maio de 2007

BANALIDADES PERIGOSAS

Mário Lino debitou hoje mais umas quantas vulgaridades e falsidades políticas sobre a Ota, no Congresso do Oeste. depois de esclarecer as suas habilitações literárias e profissionais ("sou engenheiro civil inscrito na Ordem"), o que pode ser considerado como uma subtil dissidência face ao Priemiro-Ministro, o ministro disse mais umas coisas.
Vejamos uma a uma:
«Acho que devia haver [consenso político], porque se há consenso técnico o consenso político tinha razão de existir, porque o actual governo não alterou nada do que vinha dos governos anteriores»
Falso: primeiro, não há consenso técnico, segundo o consenso político não tem de estar dependente de um consenso técnico, terceiro, o consenso político não tem nada a ver com o facto de a Ota ter sido preparada por Governos anteriores.
«para dar um exemplo de que tinha uma liderança forte, informou que foi ele [Marques Mendes] que trouxe à luta política a questão da Ota, transformando a questão numa arma de arremesso político com pretensos estudos».
Falso: não foi Marques Mendes que trouxe a Ota à luta política. Foi a nova Democrcacia, como o ministro bem sabe. E quanto a Marques Mendes, não estará o ministro a usar a Ota como arma de arremesso político contra o líder do PSD?
Para o ministro está em curso «uma violenta e inqualificável iniciativa de partidarização e combate político envolvendo uma questão de eminente interesse nacional."
Falso: o que está em curso é uma discussão como nunca se fez e se o ministro der licença, há quem discorde. Violência, ainda não dei por ela. Importa-se de especificar o número, a localização das agressões e a identidade das vítimas? Não sei se isto não correrá o risco de ser considerada política de sarjeta, mas mesmo assim arrisco. Eu discordo. E como eu a maioria dos portugueses como se vê pela entrada abaixo desta. O ministro não gosta disso, mas fique sabendo que não mete medo a ninguém com esses labéus de "partidarização" e desse pecado mortal que é o "combate político". Sim, há combate político contra a Ota. Quererá o ministro proibi-lo?

quarta-feira, 2 de Maio de 2007

MAIORIA CONTRA A OTA

A maioria dos portugueses considera desnecessária a construção de um novo aeroporto na zona de Lisboa e está contra a localização da infra-estrutura aeroportuária na Ota, revela o Barómetro Marktest para DN e TSF hoje divulgado.

A esmagadora maioria dos inquiridos no estudo (72 por cento) defende que o governo faça mais estudos para localizações alternativas à Ota, enquanto 18 por cento considera que já existem estudos suficientes para se optar por uma localização. Quanto à necessidade de um novo aeroporto, 57 por cento está contra. A favor da construção do novo aeroporto na Ota estão 18,1 por cento das pessoas ouvidas no estudo, contra 51,1 por cento de opiniões contrárias, enquanto 29,9 por cento afirma não ter opinião formada sobre o assunto.

Por regiões, é precisamente na da Grande Lisboa, em princípio a mais beneficiada pela nova infra-estrutura, que se encontra a mais alta percentagem de opositores à construção do aeroporto na Ota, com 60,1 por cento de respostas negativas, 18,7 por cento de positivas e 22,6 por cento de indecisos. No Grande Porto 51,9 por cento dos inquiridos está contra a construção na Ota, com 34,8 por cento de indecisos e 13,4 por cento de opiniões favoráveis. Na região sul o "não à Ota" também vence, com 50,3 por cento de opiniões negativas, 35,4 por cento de indecisos e 14,3 por cento de respostas positivas.

O Barómetro da Marktest para o DN e TSF foi efectuado entre 17 e 20 de Abril, com 813 entrevistas, sendo o erro de amostragem de 3,44 por cento para um intervalo de confiança de 95 por cento.
Fonte: Lusa

terça-feira, 1 de Maio de 2007

AUGUSTO MATEUS, O ILUMINADO

Um socialista que não apoie a construção do aeroporto na Ota é notícia. Há vários. Mas também há socialistas do nim. Augusto Mateus é um deles. Num recente Congresso em Leiria limitou-se a falar nas cidades-aeroporto. “Só depois de sabermos que aeroporto queremos é que podemos discutir onde é”, disse durante um painel sobre competitividade territorial. Mas o autor do Plano Estratégico do Oeste não defendeu a Ota, embora, também, não se lhe opusesse. “Um debate apaixonado sobre se o aeroporto deve ser na Ota ou em Rio Frio é um debate tonto”, disse, revelando que “uma cidade-aeroporto necessita de uma área de 3.000 a 4.000 hectares, e a Ota, na melhor das hipóteses, terá 2.000 hectares”. Ora aí está: quando a tecnocracia fala todos nós temos a obrigação de nos sentir um bocadinho burros. Então discutir a localização de um novo aeroporto é lá coisa que se faça... um verdadeiro desaforo. Sobretudo, porque, como se sabe é coisa baratucha e desmontável! Que pachorra para aturar estes especialistas..., sobretudo os que são pagos para fazer estudos como Augusto Mateus está a fazer neste momento.

GOVERNO VIOLA A LEI NA OTA

"A Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) criticou hoje o que designa por «irreversibilidade e subversão» na escolha da Ota para a localização do novo aeroporto de Lisboa, noticia a Lusa. A CPADA classifica, em comunicado hoje divulgado, de «irreversibilidade» a decisão da construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota antes de ter sido iniciado o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, cuja decisão - Declaração de Impacte Ambiental - tem carácter vinculativo. A confederação recorda que a Ota é uma «zona húmida classificada pelo Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) como Área Nuclear para a Conservação da Natureza e Corredor Ecológico». "

segunda-feira, 30 de Abril de 2007

ORA BEM!

"Ao contrário do que se tem feito crer o investimento num grande aeroporto internacional não é um problema de engenharia. À engenharia não cabe nem a decisão quanto à construção ou à escolha do local, dos engenheiros espera-se que encontrem as soluções de engenharia para que o aeroporto seja construído aqui ou acolá, cabe-lhes avaliar o locais onde o aeroporto pode ser construído e propor as soluções técnicas."

CONTINHAS

"Vinte anos de espera, uma inauguração um ano e cinco meses depois do previsto, mais 72 milhões do que os 320 previamente orçamentados, um Primeiro-Ministro que celebra o acontecimento que é a abertura de quatro-quilómetros-quatro de rede do Metro Sul do Tejo e 264 anomalias detectadas pela Câmara do Seixal apenas nesse percurso (Fonte: Público). Para além das infra-estruturas entretanto saqueadas em tudo o que se possa revender na praça. A viagem inaugural vai durar 11 minutos. É Portugal no seu melhor. Venham daí o TGV e a OTA. "
João Villalobos, no Corta-Fitas.

sábado, 28 de Abril de 2007

ISTO VAI TER RESPOSTA!

Cabe às autarquias identificar donos dos terrenos da Ota

A identificação dos proprietários dos terrenos em redor do futuro aeroporto da Ota, Alenquer, não será divulgada pelo ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, uma decisão que caberá, segundo o ministério, às autarquias locais.

Relativamente à área de implantação do aeroporto (1700 hectares), nas freguesias de Triana e Ota, no concelho de Alenquer, os nomes dos particulares e empresas proprietárias estão disponíveis no site da NAER (Novo Aeroporto, Sa). O Partido da Nova Democracia (PND) pediu sexta- feira ao Governo para tornar público os nomes dos proprietários dos terrenos em redor do futuro aeroporto da Ota, por suspeitas de que possa haver beneficiários. «O Governo devia tomar medidas no sentido de tornar pública a informação relativa à propriedade dos terrenos que estão abrangidos pela construção do aeroporto», afirmou à Lusa Jorge Ferreira, da direcção do PND.

De acordo com fonte do Ministério das Obras Públicas contactada hoje pela Lusa não faz sentido divulgar outros proprietários além dos que já foram tornados públicos, e que correspondem à zona definida para a construção do aeroporto. O tipo de construções que será permitida em redor da Ota estará a cargo das autarquias locais, remete a mesma fonte. Contudo, o vice-presidente da Câmara de Alenquer, Jorge Riso, disse à Lusa que o tipo de construção permitida nessas áreas estará condicionada pelas sugestões da NAER que se encontra a realizar estudos de caracterização dos locais. Depois desses estudos, os técnicos encarregues de elaborar a revisão do Plano Director Municipal de Alenquer apresentarão uma proposta que deverá estar em discussão pública até ao final do ano.

Lusa/SOL

O ÚLTIMO DUELO SOBRE A OTA

O debate mensal na Assembleia da República com presença do primeiro-ministro, José Sócrates, aqueceu quando Marques Mendes lançou algumas acusações ao chefe de Governo. O líder do PSD falou da Ota e da saúde. «A solução da Ota não é uma solução de futuro. Há alternativas melhores, mais baratas, mais seguras, com possibilidade de expansão e melhor ordenamento do território», começou por dizer Marques Mendes. Na sua perspectiva está a avançar-se com uma a «teoria do quero, posso e mando».

José Sócrates respondeu com acutilância: «Vem dizer que 30 anos de estudos por parte do Estado nada valem «O senhor deputado diz que há outros locais melhores do que Ota, com base em quê? Mistério! Com base em que estudo? Mistério! Com base em que elementos? Mistério! A Ota é que não! É lamentável que alguém que esteve no anterior governo que confirmou esta opção pela Ota questione esta localização» . Para o primeiro-ministro, não existe outra solução. «O senhor deputado tem outros estudos para propor ao país uma nova localização para um novo aeroporto? Em matéria de novo aeroporto de Lisboa posição do PSD é de uma total demagogia. Quando estava no Governo era a favor da Ota na oposição tudo lhe serve para criticar a Ota», frisou, referindo que falar de outras soluções, sem apresentar estudos alternativos é um «argumento infantil, para não dizer argumento de má fé».

Marques Mendes reagiu, afirmando que o processo do novo aeroporto internacional de Lisboa revela a forma autoritária de governar do primeiro-ministro. «É o exemplo em que o senhor dá a maior prova de autismo. Só mesmo os técnicos pagos pelo Governo é que defendem a Ota e mesmo esses não dizem que ela é uma grande solução, dizem que não há tempo para outros estudos. Porque é que o Governo não manda fazer estudos de outras soluções alternativas? O que é deplorável é este autismo e esta opção do Governo. De um lado está o Governo, insensível, arrogante neste domínio. Do outro lado estão os especialistas», apontou Marques Mendes. «A Ota é uma solução do passado», considerou ainda o líder do PSD. «Faço-lhe aqui um apelo: recue. Isto não é uma obra particular sua, nem do seu ministro, é uma obra pública, de todos os portugueses», defendeu.

O primeiro-ministro voltou a ripostar. «Que ligeireza, que leviandade. Então um político afirma que a melhor local para construir é um aeroporto é outro que não o escolhido sem nenhum estudo. Não tendo outras linhas de ataque decide insistir no aeroporto», sublinhou.
Fonte: Portugal Diário

quarta-feira, 25 de Abril de 2007

O ERRO DA OTA

Pela primeira vez em livro todas as decisões que levaram ao "Erro da Ota" e todas as soluções para dele sair. Um livro que se dirige a todos os cidadãos interessados, e que contém um apelo ao Presidente da República, lançado em colaboração com uma rede de blogs e portais e jornais digitais.

O panorama traçado pelos autores revela que está em jogo “sentir o território”; tentar perceber a geografia da região metropolitana de Lisboa; quais as potencialidades dos grandes estuários e a ligação dos corredores do Tejo e Sado; as vulnerabilidades da expansão a Norte do Tejo; a abrangência e as ameaças ambientais ao aquífero da península de Setúbal; a rede de ligações mar e terra, os portos e o transporte ferroviário e rodoviário.

Em segundo lugar, os autores rejeitam a Ota. Foi uma decisão mal preparada por sucessivos governos; mal fundamentada do ponto de vista técnico; acompanhada da ocultação e da manipulação de estudos; e desacompanhada por precauções relativamente à especulação fundiária: a Ota contraria toda e qualquer normalidade de procedimentos de “bom senso”.

Em terceiro lugar, aceitam que a Portela tem de ser complementada por um novo Aeroporto que deverá surgir de uma perspectiva de implementação faseada. O novo Aeroporto Internacional terá de reservar espaço de desenvolvimento para todo o século XXI. Para isso, o território em que se implanta deve ser bem compreendido, e as ligações com portos e ferrovias bem estabelecidas porque, em futuro próximo, as contingências ambientais limitarão a correcção de trajectória.

Pedidos especiais:

Editora Tribuna - António Lalande (21 3150438)

Copiado integralmente do Cãocompulgas.

terça-feira, 24 de Abril de 2007

AR DESMENTE GOVERNO

A Assembleia da República vai organizar «o mais brevemente possível» um colóquio parlamentar sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa que deverá reunir especialistas de diferentes áreas, segundo uma proposta do BE hoje aprovada em sede de comissão por unanimidade. Ora, se a AR acha que ainda vale a pena debater o assunto, se o PS acha que ainda vale a pena debater o assunto, já que também votou favoravelmente a proposta, então é porque na verdade a construção de um aeroporto na Ota não é irreversível.

sábado, 21 de Abril de 2007

O REGRESSO DO ESTALINISMO

O ministro Mário Lino foi politicamente formado na melhor escola estalinista do PCP. É um dos transfugas comunistas rendidos aos encantos do capital. De caminhos achou-se de encantos com a Espanha, passando a defender o iberismo. Claro que nem uma coisa nem outra o impediram de aceitar altas responsabilidades no Governo da República. E logo muma pasta apta a satisfazer os seus dois mais recentes encantos: o dinheiro e a Espanha. Hoje, o Sol diz que os responsáveis pelo estudo que questiona a construção do aeroporto na Ota levaram uma corrida em osso. Mas esta é apenas mais uma das poucas vergonhas a que o país vem pacientemente assistindo nos últimos tempos. Agora é esta: quando a verdade não convém, quando a opinião não convém, faz-se a purga.

sexta-feira, 20 de Abril de 2007

ANTES, NÃO! EM VEZ DE...

Por André Azevedo Alves, em O Insurgente.

AUDIÊNCIA COM CAMARA MUNICIPAL DE ALENQUER

Eu e o Francisco Martins, fomos hoje recebidos em representação da Nova Democracia, na Camara Municipal de Alenquer, por causa da cidade aeroportuária secreta. Eis o resumo da ocorrência:
Alenquer, 20 Abr (Lusa) - O Partido da Nova Democracia (PND) pediu hoje ao Governo para tornar público os nomes dos proprietários dos terrenos em redor do futuro aeroporto da Ota, por suspeitas de que possa haver beneficiários. "O Governo devia tomar medidas no sentido de tornar pública a informação relativa à propriedade dos terrenos que estão abrangidos pela construção do aeroporto", afirmou hoje à Lusa Jorge Ferreira, da direcção do PND. "Dados os montantes envolvidos e a natureza deste empreendimento, deveria haver mais transparência para terminar o clima de suspeição que existe no país relativamente à valorização dos terrenos", sublinhou Jorge Ferreira. O elemento da direcção do PND falava após uma reunião com o vice-presidente da Câmara de Alenquer, a seu pedido, para se inteirar sobre a veracidade de uma notícia publicada no semanário Expresso e que informava que a autarquia "prepara em segredo uma cidade" aeroportuária em redor do aeroporto. Jorge Ferreira disse que o vice-presidente, Jorge Riso, esclareceu que "não está em preparação uma cidade aeroportuária" explicando que está a ser elaborada a revisão do Plano Director Municipal tendo em conta o aeroporto da Ota. Referindo que "o que é preocupante é haver decisões públicas que beneficiam ou prejudicam intencionalmente certas pessoas", o dirigente apelou a que "seja tornada pública a identificação dos proprietários abrangidos pela construção do aeroporto da Ota". Ao contrário da margem Sul do Tejo, onde há "transparência", os beneficiários serão o "Banco Espírito Santo e a Lusoponte", na Ota "ninguém sabe" quem são, "o que não quer dizer que ninguém venha a ganhar", disse Jorge Ferreira, que é contra a construção do aeroporto na Ota. Nesse sentido, a Nova Democracia já efectuou o pedido ao Governo e escreveu aos deputados da Assembleia da República a perguntar se têm propriedades nesta zona, tendo recebido "três ou quatro respostas" negativas. Por seu lado, o vice-presidente da Câmara de Alenquer adiantou à Lusa que a NAER (empresa responsável pelos estudos do aeroporto) "está a fazer um estudo de caracterização de tudo o que existe na envolvente ao aeroporto para depois fazer uma proposta de ocupação dos solos". A proposta da NAER será conjugada com a do Plano Director Municipal de Alenquer que deverá estar concluída em Julho e seguir para discussão pública no final do ano, acrescentou o autarca.
Fonte: Lusa

quinta-feira, 19 de Abril de 2007

AMANHÃ EM ALENQUER

A Nova Democracia é recebida amanhã, pelas 09.30 horas pela Camara Municipal de Alenquer, a seu pedido, para abordar a célebre cidade secreta projectada pela Camara para a zona da Ota.

quarta-feira, 18 de Abril de 2007

MAIS DESVANTAGENS DA OTA

O novo aeroporto da Ota só será servido por um acesso directo sem portagens a partir da zona de Lisboa, que ainda está em estudo. Em todas as outras principais vias rodoviárias para chegar à nova infra-estrutura está prevista a cobrança de portagens. Ler aqui.

ASSUNTOS PROIBIDOS

"O PS chumbou hoje as audições da Navegação Aérea de Portugal (NAV) e da Força Aérea sobre o projecto do aeroporto da Ota, requeridas pelo Bloco de Esquerda (BE), e adiou a votação da proposta de um colóquio parlamentar sobre o mesmo assunto." (Público). Quanto mais se falar da Ota mais ficam vista de todos às fragilidades do projecto. Logo, o PS decretou a lei da rolha parlamentar à sombra da sua arrogante maioria absoluta.

terça-feira, 17 de Abril de 2007

COMPARAÇÕES DIABÓLICAS

"Certamente que existirão outras opções para evitar a solução proposta pela NAER, empresa que está a estudar este projecto. Neste artigo, será demonstrado, da forma mais simples possível, que a proposta que tem sido apresentada é a mais cara, a que tem maior impacte ambiental e aquela que pior serve o país. Vamos comparar duas opções A e B:Hipótese A (NAER): Encerrar a Portela + Construir a Ota + 2º novo aeroporto; Hipótese B: Manter a Portela + Novo aeroporto num local que permita a sua expansão. Observando as opções A e B verificamos que a diferença entre elas é a soma da destruição da Portela + construção da Ota. Conclui-se que A é muito mais cara que B. Não é preciso contratar o MIT para o entender. Quem fizer as devidas comparações com os novos aeroportos de Atenas e Oslo perceberá que a Ota nunca custará menos de 5 mil milhões de euros. Somando a este montante tudo o que foi gasto na Portela, mais os 400 milhões de euros que ainda se vão investir até 2017, conclui-se que a verba atingirá valores da ordem dos 7 mil milhões de euros.Outra grande desvantagem da hipótese A da NAER é que obriga a construir tudo de uma vez só. Ao contrário, na hipótese B e se um dia o actual aeroporto de Lisboa saturar, a estratégia a adoptar deveria passar por manter a Portela e criar uma nova infra-estrutura num local plano que permitisse a sua construção faseada e a sua utilização simultânea com o actual e de acordo com as necessidades do País. Na Margem Sul, na Península de Setúbal, é possível tal opção, enquanto na Margem Norte isso é inviável.Seria uma forma de rentabilizar as centenas de milhões de euros investidos até hoje e continuar a tirar partido das condições naturais excelentes e únicas da Portela, que garantem elevada fiabilidade pois funciona durante365 dias do ano e raramente encerra devido às suas excelentes condições meteorológicas.O único argumento que a NAER invoca para escolher a Ota é o ambiental.Também aqui a hipótese A da NAER é a pior, porque a construção de 2 aeroportos provoca mais danos ambientais do que a de um só."

Rui Rodrigues, no Público de 16.04.2007

segunda-feira, 16 de Abril de 2007

TÉCNICOS E POLÍTICOS

"A Ota é a primeira grande questão política da legislatura, aquela em que talvez se decidam as próximas eleições legislativas. A distinção entre questões técnicas e decisões políticas está agora no auge das reflexões e dos debates em Portugal. A localização do novo aeroporto de Lisboa é o motivo para esse interesse. Estou agora a juntar-me ao grupo. Começo por afirmar, para que não se suscitem dúvidas, que para mim o papel dos técnicos na preparação das decisões políticas é essencial. Como poderia, aliás, pensar de outro modo se há mais de 30 anos sou um técnico do Direito, como advogado e jurisconsulto?Mas também quero clarificar que levo mais de 30 anos de trabalho profissional em áreas de muita interacção com a engenharia, em processos judiciais e em consultoria em assuntos de urbanismo ou de obras públicas ou privadas. E, por isso, posso afirmar que raras são as situações em que os "técnicos" podem dar aos "políticos" (ou aos advogados, diga-se de passagem...) uma resposta que liberte da responsabilidade de tomar decisões e de o fazer arriscando soluções criticáveis e até que se podem vir a revelar manifestamente erradas."
José Miguel Júdice, no Público, em 30.03.2007

domingo, 15 de Abril de 2007

UM DEBATE NA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA


AINDA AS SONDAGENS

Mais uma sondagem sobre a Ota, aqui, no Somos Portugueses.

sábado, 14 de Abril de 2007

FREGUESIAS DA OTA E DA TRIANA SÃO CONTRA

O presidente de junta eleito pelo PS disse ainda que desde que os estudos foram divulgados «tem uma posição contra» a obra temendo sobretudo pelos impactos na vida dos habitantes e pelo período de obras que obrigará à movimentação de milhões de metros cúbicos de terras. Apesar da oposição à obra por parte do presidente da junta, os órgãos da freguesia optaram até agora por apenas abordar o tema nas reuniões não tomando outra posição formal sobre o futuro aeroporto de Lisboa. O mesmo já não aconteceu com a freguesia vizinha de Triana (PSD) onde se situa a aldeia mais próxima dos terrenos - Camarnal e a que possui mais território reservado ao aeroporto. A Assembleia de Freguesia de Triana aprovou no ano passado uma moção onde rejeita a instalação do novo aeroporto alegando que a infra-estrutura vai ter impactes negativos naquele território. Os autarcas afirmam que irá provocar um aumento do tráfego rodoviário e ferroviário que consideram que afectará «negativamente a qualidade do ar». «A isto se junta ainda o facto de muitos jovens naturais da nossa freguesia terem abandonado o concelho, em função das medidas preventivas que não lhes permitiu a construção da sua primeira habitação», concluem. No interior da vila de Alenquer e com uma área rural mais afastada, a freguesia de Santo Estêvão optou por não se pronunciar. Para o presidente da junta, José Cristóvão (PS), aquela autarquia «apenas verá os aviões a passar» esperando que não haja grandes transtornos para os cidadãos. Por seu lado, a freguesia do Carregado (PS), uma das mais populosas do concelho com 15 mil habitantes, já demonstrou a sua oposição ao projecto através de duas moções.

"TRABALHOS A MAIS"

O presidente da junta de freguesia da Ota (Alenquer), uma das duas autarquias abrangidas pela área do futuro aeroporto (a outra é Triana) reclamou esta quinta-feira apoios estatais para a população que vai sofrer com os impactos da obra, escreve a Lusa. «Reclamamos coisas muito simples. Deveríamos ser apoiados na construção de um novo jardim-de-infância porque o actual funciona há 20 anos em pré-fabricados, e necessitamos de verbas para melhoramentos nas escolas primárias», disse à Lusa Rui Branco, presidente da junta de freguesia da Ota (PS). Sentimos que todos falam na Ota e nos 1800 hectares de terreno do aeroporto mas além disso residem aqui mil pessoas que têm carências no seu dia-a-dia», frisou.

MAIS ARGUMENTOS

O especialista em transportes e urbanismo, Fernando Nunes da Silva, afirmou esta quinta-feira que a hipótese de uma solução transitória até à entrada em funcionamento do aeroporto da Ota é «mais um argumento contra a Ota», escreve a Lusa. «Uma solução na margem Sul é faseável, o que não acontece na Ota», afirmou Fernando Nunes da Silva, acrescentando que, caso o novo aeroporto seja localizado na margem Sul do Tejo, pode optar-se por construir primeiro uma pista e só depois a outra, o que o torna «compatível» com o aeroporto da Portela. O ministro das Obras Públicas, Mário Lino admitiu, na quarta- feira, que o esgotamento da Portela antes da conclusão do novo aeroporto da Ota, prevista para 2017, é um cenário provável, que pode obrigar o Governo a avançar com soluções transitórias.

sexta-feira, 13 de Abril de 2007

AGRADECIMENTOS

Chegou o momento de pôr a escrita em dia e registar e agradecer as saudações, os registos de nascimento e os links que este blogue mereceu da parte de vários e bons amigos e blogues. É o caso do João Carvalho Fernandes, do António Torres, do André Azevedo Alves, do Tomás Vasques, da Margarida Pardal, do Rui Costa Pinto, do Golfinho, do Pedro Santos Cardoso, do Manuel Azinhal, do Mário Almeida, do Bekx, do Nikonman, Siegfried Albert Kraus , à Isabel Goulão, do Francisco Nunes e dos amigos do Império Lusitano. Se falta alguém apresento as minha santecipadas desculpas, mas endosso a responsabilidade inteirinha para o célebre Technorati. Oxalá este blogue continue a merecer a vossa expectativa, as vossas palavras e os vossas ligações.

SONDAGENS EM BLOGUES

Sobre a Ota. Além da que está a correr neste blogue, no fundo da página, também estão a correr outras duas. Aqui e aqui.

E TODAVIA, ELA CRESCE, CRESCE

A ANA está a demolir a torre de radar junto à segunda circular no âmbito do plano de expansão do aeroporto de Lisboa. No espaço ocupado pela torre de radar, que já estava desactivada, vai ser construído o terminal dois e várias vias de acesso. O plano de expansão do aeroporto de Lisboa, apresentado em Novembro de 2006, vai decorrer até 2010 e envolve um investimento de 380 milhões de euros.

quinta-feira, 12 de Abril de 2007

HIDROAVIÕES

(Em breve num aluvião perto de si)

Luís Filipe Menezes, esteve a visitar os terrenos do futuro aeroporto, defendendo novos estudos técnicos, face às dúvidas existentes, ultrapassando a posição do presidente do seu partido.Na sua deslocação a Alenquer, Luís Filipe Menezes ironizou, ao afirmar que nos terrenos “poderá ser instalado um aeródromo, para os hidroaviões”, já que o local possui muita água.

VAMOS LÁ, RECONHEÇA

O Primeiro-Ministro lembrou na RTP que "há 30 anos que se discute e se fazem estudos sobre a localização do novo aeroporto" e que "foi tomada uma decisão, mantida pelos governos que se sucederam e que se fundou nos melhores estudos, agora confirmada por este governo". Se estes são os melhores é porque há os piores ou aqueles que o Governo acha que são os piores. Teria José Sócrates no sub-consciente o estudo refrido duas entradas abaixo e que omite sempre que fala de studos, apenas porque não lhe convém lembrá-lo?

CORRIGÍVEIS

O ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações afirmou ontem na AR que não lhe foi apresentado qualquer estudo que diga que a localização do novo aeroporto de Lisboa na Ota não é “uma opção viável”. A questão está mal posta. Os aeroportos são viáveis em quase todo o lado, com o nível tecnológico que atingimos nos nossos dias. O problema é saber primeiro se é aconselhável e depois saber se não ficamos melhor servidos noutro lado. Assim é que é.

INCORRIGÍVEIS

Quem? Mário Lino e José Sócrates. Ontem, o primeiro no Parlamento e o segundo na entrevista que deu à RTP afirmaram não haver mais estudos que não os que apontam para a Ota como localização preferencial para um novo aeroporto. Não é verdade. Existe um outro estudo (NAV) realizado no princípio da década de 90 que sustenta como melhor opção para o novo aeroporto de Lisboa o Montijo. A política não pode prescindir da verdade dos factos sob pena de não ter qualquer sustentabilidade.